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Polícia pede quebra de sigilo para saber o que filha de PM assistia antes de morrer

Criança foi encontrada pelos pais, logo após atirar contra a própria cabeça

A Polícia Civil de Mundo Novo, município distante 463 km de Campo Grande, pediu na tarde desta segunda-feira (18), um pedido de quebra de sigilo de dados armazenados no celular da menina de 11 anos, filha de um policial militar, que atirou contra a própria cabeça na noite deste domingo (17).

A delegada Allana Mariele informou que enviou o pedido por volta das 16h30 desta segunda e aguarda resposta da Justiça para ter acesso ao conteúdo que ela estava acessando no celular, momentos antes de pegar a arma do pai. O computador dela também foi apreendido.

Respeitando o momento de luto, a Polícia Civil informou que pretende ouvir, em alguns dias, os pais da menina.

Caso

De acordo com as informações, a criança foi encontrada pelos pais, que estavam em outro cômodo da casa, logo após atirar contra a própria cabeça. Ela não resistiu aos ferimentos, e o suicídio foi o segundo registrado no Brasil em menos de 24 horas envolvendo crianças. O outro caso aconteceu horas antes em São Paulo.

Os pais da criança estavam na cozinha e a filha assistindo vídeos no celular. Ela foi chamada pelos pais, mas não apareceu na cozinha, momento que ouviram o disparo. A menina foi encontrada caída no chão do quarto com a arma do militar ao lado do corpo.

A menina usou a arma particular do pai, policial militar, para fazer o disparo. Segundo a polícia, o armamento estava guardado em uma gaveta junto com a pistola funcional do policial, mas a gaveta não estava trancada, de fácil acesso à menina. Ele não pode ser ouvido pela polícia, já que estava em choque e teve de ser levado para atendimento médico.

Em Mato Grosso do Sul, a mãe contou a delegada, que a filha era uma adolescente normal, e que não apresentava nenhum quadro de depressão. A morte da menina coincide com rumores que circularam na internet sobre a veiculação de vídeos com desafios suicidas usando a figura da ‘boneca Momo’. Um caderno com mensagens de descontentamento também foi levado pela polícia para passar por análise. “Eram mensagens de brigas familiares, afastamento de colegas, mas ainda não foi confirmado se a caligrafia seria da menina”, disse a delegada.

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