Polícia localiza mais vítimas de falso missionário que estuprou fiéis

‘João de Deus de MS’ dizia que usava o pênis para afastar maldições

Mais três vítimas do falso missionário, de 74 anos, já teriam sido identificadas pela Polícia Civil de Miranda – a 203 quilômetros de Campo Grande, que se aproveitava da fé das mulheres para estuprá-las. Cinco mulheres de Miranda e Bodoquena denunciaram o homem pelo crime.

Segundo o delegado Pedro Henrique Cunha mais três vítimas foram identificadas no município de Aquidauana. As mulheres ainda serão ouvidas na delegacia. O falso missionário passará por audiência de custódia para determinar ou não a manutenção de sua prisão preventiva.

O falso missionário foi preso na quinta-feira (28) depois do mandado de prisão dele ser expedido. Na quarta-feira (27), uma mulher de 29 anos procurou a delegacia para denunciar o falso missionário, que havia se hospedado em sua casa afirmando que fazia curas através de cultos pela região de Miranda e Bodoquena, e que sonhos haviam revelado a ele que tinha como missão ajudar mulheres.

O falso missionário teria dito a mulher que o ex-marido dela havia introduzido em seu útero pelo pênis uma pomada maligna e que para que fosse libertada deveria fazer uma campanha de orações, num total de cinco, e nestas campanhas deveria manter relações sexuais com ele.

A filha de 11 anos da mulher também teria sido abusada pelo falso missionário. O falso missionário também fez vítima, uma idosa de 62 anos, que estava com câncer. Durante as investigações, a polícia também descobriu que uma adolescente de 16 anos, foi vítima do homem.

Ele teria afirmado a garota que se ela não mantivesse relações sexuais com ele, para que fosse purificada de doenças, o anjo da guarda dela a abandonaria e seu namorado também iria abandoná-la. Outra mulher de 27 anos e uma menina de 14 anos também foram vítimas do falso missionário.

Depois de ser preso, o falso missionário negou os crimes. O ‘óleo ungido’ usado pelo falso missionário foi apreendido pela polícia. O homem responderá pelos crimes de violação mediante fraude e por estupro de vulnerável, no caso da menina de 11 anos. O suspeito é pastor há cinco anos e a polícia acredita que existam mais vítimas e a investigação segue.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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