Polícia apura se travesti era amante de vendedor assassinado com 14 facadas

Chegou a ser apontada como principal suspeita, mas apresentou álibi

A Polícia Civil de Campo Grande já teria ouvido pelo menos três pessoas, entre elas a travesti de 29 anos, apontada como suspeita pelo assassinato de Valério Encina de 47 anos, que foi morto a facadas, na última quinta-feira (18), no Jardim Leblon.

Segundo o delegado Edmilson Holler, o marido de Valério foi ouvido, mas o delegado não quis dar detalhes do depoimento. A travesti também foi ouvida e negou qualquer relacionamento amoroso com o vendedor. Ela também teria dito que no dia do crime estava em uma festa de aniversário.

Um parente de Valério também foi ouvido na delegacia. Agora, o delgado espera pelo resultado dos laudos papiloscópico, do local do crime e do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), que devem ficar prontos até a próxima semana.

Nenhuma das linhas de investigação como vingança e crime passional foram descartadas pela polícia. Valério foi assassinado com 14 facadas no tórax, rosto, braço e pescoço.

Antes de ser assassinado, o vendedor havia saído por volta das 4 horas da madrugada de sexta-feira (18) para comprar bebidas alcoólicas não retornando para casa. Câmeras de segurança de uma farmácia, que fica na rua Clineu Moraes da Costa gravaram o momento em que Valério já ferido perde o controle do carro e sobe na calçada.

Um motorista de aplicativo que passava pelo local e achou a situação estranha acionou o Corpo de Bombeiros ao ver a vítima ferida no interior do veículo, um Ford Fiesta. Após ser acionada, a polícia verificou que documentos pessoais, carteira e bens de valor encontravam-se no veículo, sendo descartada a hipótese de roubo.

 

 

 

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