Polícia investiga se desaparecimento de servidora pública tem relação com traição

Gerente quebrou celular e sumiu com aparelho com o qual falou com a servidora por último

O principal suspeito pelo desaparecimento da servidora Nathalia Alves Corrêa Baptista, 27 anos, um gerente de 37 anos que está preso desde a terça-feira (20) estaria sendo chantageado pela vítima que mantinha um caso extraconjugal com ele.

O delegado que cuida do caso, João Cleber Dorneles disse que a todo o momento o gerente mentiu e omitiu coisas em seu depoimento prestado, nesta terça (20), na DEH (Delegacia Especializada de Homicídios) em Campo Grande. A prisão temporária do gerente é de 30 dias podendo depois ser pedida a prisão preventiva.

Dorneles disse que o gerente sumiu com o aparelho celular que usou para falar por último com Nathalia. Foi determinada pela Justiça a apreensão do celular, mas o homem teria dito que quebrou o aparelho não sabendo mais onde estava. A quebra do sigilo telefônico mostrou mensagens trocadas e ligações entre a vítima e o gerente.

O gerente que é casado mantinha um relacionamento extraconjugal com Nathalia. Sobre boatos da servidora estar grávida, Dorneles disse que foi descartado após oitivas com amigas e testemunhas próximas a Nathalia que afirmaram que ela se cuidava. A mulher já tinha uma filha.

“Não descartamos que ela seja encontrada sem vida, mas continuamos com as oitivas de testemunhas e diligências”, confirmou João Cleber.

Conforme as informações do boletim de ocorrência registrado no dia 21 de julho, a família informou que Nathalia morava sozinha e estava com sintomas de depressão. Câmera de segurança de um comércio registrou imagens de Nathalia no dia 15 de julho, por volta das 23h, data do desaparecimento. Uma testemunha ouvida na delegacia de polícia informou que teria visto a jovem no dia 18, conduzindo um carro no Centro de Porto Murtinho.

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