Polícia confirma que bebê morto foi espancado e violentado sexualmente

Mãe e padrasto estão presos, mas negam crime

Além de ser espancado, Pedro Henrique Oscar de apenas 1 ano e 7 meses de idade, que morreu nesta segunda-feira (16), tinha lesões de quatro centímetros no ânus, que indicam abuso sexual, conforme as informações da Polícia Civil. A mãe e o padrasto da criança foram presos acusados pelo espancamento do bebê. O crime aconteceu na cidade de Mundo Novo, a 462 quilômetros de Campo Grande.

“Há lesão de quatro centímetros que foi causada pela inserção de alguma coisa no ânus da criança, mas ainda não podemos afirmar qual foi o tipo de abuso”, afirmou a delegada que está à frente das investigações, Allana Zarelli. O laudo de sexologia forense já foi enviado para Campo Grande.

A delegada informou que o pai biológico da criança ainda não foi ouvido porque está em estado de choque. Já a mãe de 23 anos de idade, prestou depoimento na delegacia de polícia. “A mãe se mostra muito fria e se contradiz. Ela não entrou em detalhes, mas relata que a criança não chorava e não tinha conhecimento que o filho estava sofrendo maus-tratos”, disse Allana.

Ainda, de acordo com a polícia, a mãe não sabe informar como ocorreram as lesões na vítima e questionada se outra pessoa cuidava da criança, ela afirma que o bebê ficava sob os cuidados dela e do padrasto. “Ela não sabe explicar o ferimento na perna com fratura em dois lugares, nem o ferimento no ânus. Ela não sabe explicar porque ela demorou tanto para procurar ajuda no hospital”, destacou a delegada.

O padrasto de 25 anos também prestou depoimento. “Ele nega toda e qualquer autoria. Não sabe quem fez, como fez e porque a criança chegou a esse ponto”, disse Allana. Ele também foi questionado se outras pessoas tinham contato com o bebê e assim como a mãe, afirmou que não.

O casal vivia junto há cerca de oito meses e no momento do fato, nesta segunda-feira, a mãe não estava em casa. “Ela saiu para comprar gelo em um mercado e ao retornar, viu o padrasto já dentro do carro com a criança no colo desfalecida, informando que o menino estava passando mal”, contou a delegada. Quando o casal chegou no hospital, o padrasto passou a dizer que todos iriam culpá-lo pelo crime.

Mudança de comportamento

Vizinhos e familiares contaram que há cerca de um mês e meio a criança mudou bastante. Constantemente triste e com febre, mas a mãe atribuía esses sintomas a gripe ou ao nascimento dos dentes. “Ela também impediu a criança de ver o pai biológico porque estava com a perna quebrada”. Pedro não frequentava a creche, sendo que só ficava em casa com a mãe e o padrasto.

A Polícia Civil constatou que há lesões causadas por espancamento e o bebê apresentava hemorragia interna. No entanto, mesmo dizendo que outras pessoas não tinham contato com a criança, mãe e padrasto negam o crime. “Os tipos de lesões não poderiam ser causados por outra criança. Eram os dois apenas que tinham contato com o bebê”, enfatizou Allana.

“Um caso muito chocante que pegou todo mundo despreparado, todos estão em choque pela frieza dos dois”, finalizou Allana. A polícia prossegue com as investigações.

 

 

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