PM que matou colega por ciúmes é interrogado em Campo Grande

Ciúmes de um relacionamento da ex-mulher seria o motivo

O policial militar Izaque Leon Neves, 33 anos, foi interrogado na manhã desta quinta-feira (31) na 5ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, localizada na Vila Piratininga. Izaque é acusado de matar a tiros o colega de farda, o policial militar ambiental Jurandir Miranda de 47 anos na cidade de Aquidauana, a 143 quilômetros da Capital.

Izaque foi ouvido por volta das 10h pelo delegado de Aquidauana, Jackson Frederico Vale. O delegado não revelou detalhes do que foi relatado pelo policial. No entanto, conforme apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, Izaque teria citado sobre provocações feitas pelo PMA, que espalhava na cidade que teria um relacionamento com a ex-mulher dele.

O policial segue preso no Presídio Militar em Campo Grande, já que teve a prisão preventiva decretada na sexta-feira (25). Ele prestou depoimento à Corregedoria da PM e segundo a defesa falou “o que efetivamente aconteceu”. Não detalhou, porém, qual foi a alegação do policial.

A escolha por se apresentar em Campo Grande foi adotada como medida de segurança, já que o caso envolve dois policiais, de duas forças, e pela família da outra parte envolvida. Além disso, a defesa de Izaque afirmou que ele recebeu ameaça.

Homicídio

Conforme as informações da polícia, a investigação aponta que Izaque estaria com ciúmes de um possível relacionamento da ex-mulher com Jurandir e usou desta motivação para o assassinato. Jurandir foi de motocicleta até o bar de Izaque, que estava sentado em uma cadeira e logo se levantou e atirou sete vezes contra a vítima, com uma pistola da Polícia Militar.

Jurandir estava em cima da motocicleta quando foi atingido pelos primeiros tiros. Izaque não parou de atirar após a vítima cair e ainda tentou esganar o colega, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no hospital.

A ex-mulher de Izaque procurou a Polícia Civil para prestar depoimento e disse que, antes de matar Jurandir, o policial telefonou para ela e a ameaçou, dizendo que se fosse vista com outro homem seria assassinada na presença dos dois filhos do ex-casal. Ela solicitou medida protetiva de urgência, deferida pelo juiz assim que decretou a prisão de Izaque.

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