MPMS é contra absolvição sumária de pintor que matou major a facadas

Defesa alega que pintor não pode responder por seus atos, já que seria semi-imputável

O MPMS (Ministério Público Estadual) em despacho relatou ser contra a absolvição sumária do pintor Bruno da Rocha, acusado do assassinato do major do Exército Paulo Setterval, morto com uma facada no peito em frente a um hotel na cidade de Bonito, a 300 quilômetros de Campo Grande.

Em despacho, o MP relatou ser contrário a absolvição sumária pedindo a designação do julgamento de Bruno. A defesa do acusado em junho alegou que ele era semi-imputável e que não poderia responder por seus atos, mas um laudo emitido do ministério afirma que Bruno é considerado totalmente capaz de compreender a gravidade de suas ações.

O pintor foi denunciado pelo crime de homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima e por motivo fútil, pois o crime teria sido praticado unicamente em razão de a vítima ter se recusado a dar um cigarro ao denunciado.

No dia 14 de abril deste ano, Paulo Setterval estava a passeio em Bonito com familiares, quando por voltadas 21 horas estava em frente ao hotel onde estava hospedado fumando um cigarro. Bruno que estava em uma bicicleta abordou a vítima e lhe pediu um cigarro, porém, não foi atendido. Logo em seguida, já sem a bicicleta, Bruno retornou de maneira sorrateira e ardilosa, e desferiu um golpe de faca na região torácica de Paulo, causando-lhe a morte.

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