Quadrilha é denunciada por aplicar golpes de mais de R$ 300 mil em idosos

Suspeitos se passavam por representantes bancários para obter dados das vítimas

O MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) denunciou 12 pessoas ligada a uma quadrilha de estelionatários que aplicava golpes contra idosos em Campo Grande. Por meio de um programa de central de telefonia profissional chamado Uradisk, eles se passavam por representantes bancários para obter dados pessoais das vítimas. De acordo com a Polícia Civil, os prejuízos causados ultrapassam os R$ 300 mil.

Segundo o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), respondem Gabriel Luis Gonçalves da Silva, Helder Vinícius Teodoro dos Santos, Elilson Queirzo Amorim Santos, Ramão Edivaldo Escobar Filho, Wilson Botelho Vieira Filho, Reginaldo da Silva, Christifer Franco Marçal, Bruno Vilas Boas Botelho Batista, Clodoaldo Tadeu da Silva, Allison Pereira Carlos, Fellipe Augusto de Moura Inácio e Luana Patricia da Bezerra. Eles foram presos e apresentados pela 1ª Delegacia de Polícia Civil durante coletiva de imprensa no dia 29 de maio.

Consta na denúncia que a fraude aplicada pelos investigados se concretizam mediante divisão de tarefas, altamente sofisticada. “O grupo atua através da obtenção de dados sigilosos das vítimas, informações bancárias privilegiadas, com programa de central de telefonia profissional chamado Uradisk, aquisição de maquinetas de cartão, recolhimento de cartões e posterior realização de transações com o uso destes, culminando na obtenção da vantagem ilícita”, lê-se nos autos do processo. Foram pelo menos 12 vítimas.

As investigações apontaram que o núcleo da quadrilha, composto pelos “gerentes”, reside no Estado de São Paulo. De lá, eles se deslocam, ou determinam que terceiros se desloquem para esta Mato Grosso do Sul, formando uma célula em Campo Grande. Reginaldo era o responsável por coordenar diretamente as divisões das tarefas,existindo acima dele outros suspeitos que ainda não foram identificados, sabendo-se apenas que parte dos valores, que variam de 50% a 60% das transações nas maquinetas, ficam com os chefes que estão em São Paulo.

Em linhas gerais, os criminosos ligavam para as vítimas e falavam que o cartão bancário havia sido clonado, e então pediam que elas – a maioria idosos – ligassem para o referido banco e fornecesse os dados junto com a senha do cartão para informar o fato. Através do uso de um aplicativo, eles mantinham a pessoa na linha após o encerramento da chamada.

Quando a vítima ligava para o banco, a ligação voltava para um integrante da organização criminosa, que pegava os dados do ‘cliente’ e informava que um funcionário da instituição financeira iria até a residência dela para buscar uma carta de próprio punho informando o problema, junto com o cartão quebrado, mas o criminoso alertava que o chip e o número do código de segurança deveriam permanecer intactos. Desta forma, obtinha o necessário para usar as contas das vítimas.

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