MP quer demissão de delegado da Polícia Civil de MS ligado ao narcotráfico

Ex-titular da DP de Aquidauana foi preso em operação do Gaeco

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pediu que o delegado Eder Oliveira Moraes, denunciado por integrar organização criminosa voltada para o tráfico de drogas em Aquidauana e Anastácio, perca o cargo público. Junto com a advogada Mary Stella Martins de Oliveira, ele beneficiava a traficante Sandra Ramona da Silva, fornecendo informações privilegiadas. 

Conforme investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), Stella era tida como “amiga” por Ramona, pois lhe abastecia com dados sobre localização de fiscalizações feitas pela polícia, que haviam sido repassadas inicialmente pelo delegado. Eder, em contrapartida, recebia propinas de Sandra. Os fatos foram descobertos por meio de interceptações telefônicas.

Consta na denúncia, inclusive, que Stella tinha acesso livre ao gabinete do delegado na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana, onde era informada sobre investigações, em especial àquelas que envolviam a comparsa Ramona. Os próprios policiais civis desconfiavam haver vazamento, pois toda as vezes que tentavam abordar Ramona, nunca conseguiam flagrar nada de ilícito com ela.

Tais fatos, aliados ao sumiço de mais de 100 quilos de cocaína da unidade policial, levaram o MPMS a pedir que o delegado perca o cargo. “Pugna, ainda, com fundamento no artigo 92 do Código Penal, que seja decretada a perda do cargo do denunciado Eder Oliveira Moraes, haja vista que a conduta por ele praticada, é da mais alta gravidade e fere frontalmente o decoro da classe e o sentimento do dever, de maneira que se torna incompatível com a atividade exercida na Polícia Civil. Éder está preso e afastado pela Corregedoria da Polícia Civil.

Além de Eder, Mary Stella e Ramona, também Weslei de Almeida Velasco, Jonathan Roberson Silva de Oliveira Barbosa, Carlos Geraldo Pereira, Nei Ramão de Souza Alviço, Pedro Henrique de Carvalho, Lucas Wesley de Souza Santos e Geovanna dos Santos Giroto, cada com uma função específica na organização criminosa.

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