MPMS denuncia delegado preso acusado de matar boliviano dentro de ambulância

Fernando estaria envolvido com o tráfico

O MPMS (Ministério Público Estadual) ofereceu denúncia contra o delegado de polícia da Deaji (Delegacia de Atendimento à Infância, Juventude e do Idoso), de Corumbá, Fernando Araújo da Cruz pelo assassinato do boliviano Alfredo Rangel Weber, ocorrido dentro de uma ambulância, no dia 23 de fevereiro deste ano.

Fernando foi indiciado por homicídio duplamente qualificado por emboscada e impossibilidade de defesa da vítima. Ele está preso desde o dia 29 de março deste ano. O delegado que também é acusado de envolvimento com o tráfico de drogas esfaqueou Alfredo, e depois seguiu a ambulância que levava o boliviano para ser atendido em Corumbá, interceptando e matando a tiros a vítima na frente do médico, motorista e irmã de Alfredo antes da chegada da ambulância ao hospital.

O delegado na época não teria visto a irmã de Alfredo dentro da ambulância, sendo avisado pelo investigador da polícia Emmanuel Contis. Em meio a toda a trama do assassinato, testemunhas foram coagidas sendo uma delas o motorista da ambulância, que teve como advogada a mulher de Fernando, Silvia.

Mas, o que o casal não esperava era que policiais bolivianos e até um promotor usassem de chantagem para extorquir os dois, com pedido de R$ 100 mil para que não implicassem o delegado ao assassinato. Na tentativa de encobrir os rastros do crime até execuções dos policiais e delegados que estavam investigando o caso foi arquitetada por Fernando e Emmanuel, que informava ao delegado todos os passos das investigações.

O delegado ainda estaria ligado ao tráfico de drogas, já que ele e a mulher estariam em contato com Fernando Limpias, que já havia trabalhado para Adair José Belo conhecido como ‘Belo’ e para Sérgio de Arruda Quintiliano, o Minotauro, que foi preso em Santa Catarina, no dia 4 de abril.

Fernando Limpias estaria comprando fazendas, com pista de pouso, na Bolívia para o transporte de drogas e estava à procura de ‘parcerias’. Silvia, então, teria oferecido a ‘parceira’ através da logística de reabastecimento dos aviões. Nas conversas com o traficante é perceptível o domínio do assunto tanto pelo delegado como por sua mulher. A defesa do delegado negou as acusações sobre envolvimento com o tráfico de drogas.