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Marcelo Piloto será julgado no Brasil por matar em cela no Paraguai

Foi extraditado em novembro de 2018

A Justiça brasileira deve julgar Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, conhecido como Piloto, um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) pelo assassinato de Lidia Meza dentro de uma cela de uma cadeia, no Paraguai, em novembro de 2018.

Foi transferida nesta segunda-feira (8) os processos penais relativos ao assassinato de Lídia para o Brasil, já que segundo o promotor de assuntos internacionais, Manuel Doldán, pela Constituição brasileira é proibida a extradição de seus cidadãos para julgamentos.

Segundo o site Ponta Porã Informa, Doldán ainda teria dito que as autoridades brasileiras são obrigadas “por um princípio de Direito Internacional Público a processá-lo no Brasil”.

O assassinato

Lídia Meza Burgos de 18 anos, foi morta a facadas em novembro de 2018 por Marcelo Piloto dentro de uma cela no Paraguai. O crime teria sido cometido para impedir a extradição de Piloto para o Brasil.

A jovem foi morta com uma faca de cozinha. Ela foi esfaqueada no pescoço, tórax, abdômen e nas costas causando hemorragia interna. Lídia chegou a ser socorrida depois de agentes ouvirem os gritos de socorro, mas ela não resistiu e morreu.

Expulsão do Paraguai

O narcotraficante Marcelo Piloto foi expulso do Paraguai no dia 19 de novembro de 2018, depois do assassinato de Lídia Meza Burgos, de 18 anos, no grupo especializado da polícia onde Piloto estava preso, no Paraguai.

Piloto saiu em um avião do Grupo Air Tactical da Força Aérea Paraguaia. Um grupo com três barcos das Forças Operacionais Especiais da Polícia acompanharam a extradição de Marcelo Piloto.

Marcelo Piloto é considerado um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho e teve extradição concedida em 30 de setembro. O traficante recorreu e a matéria é analisada na segunda instância do país.

A expectativa do Ministério do Interior do Paraguai era que a extradição ocorresse ainda em novembro, já que os crimes que Piloto responde no país vizinho – falsificação de documentos e homicídio – são considerados de fácil conclusão.

No último dia 12, a advogada Laura Casuso, de 54 anos, que defendia Marcelo Piloto e Jarbas Pavão, foi morta com mais de 14 tiros em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã –  a 325 quilômetros de Campo Grande. A polícia paraguaia não revelou se há conexão entre os crimes.

 

 

 

 

 

 

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