Madrinhas e Comadres do PCC foram alvo de operação por sequestro e execução

16 pessoas foram presas pela Polícia Civil, dentre as quais oito mulheres

A Operação Halloween, deflagrada nesta quinta-feira (31) pela Polícia Civil a partir de Três Lagoas, com ações em várias cidades de Mato Grosso do Sul e no interior de São Paulo, teve como foco mulheres conhecidas como Madrinhas e Comadres da facção PCC (Primeiro Comando da Capital), envolvidas no sequestro e execução de Érica Rodrigues Ribeiro, de 29 anos, suspeita de estupro de vulnerável.

De acordo com o delegado Roberto Guimarães, um dos responsáveis pela operação junto à 1ª Delegacia de Polícia de Três Lagoas. Ao todo foram expedidos 18 mandados de prisão preventiva, dentre os quais em Três Lagoas, Campo Grande, Corumbá, Nova Alvorada do Sul, Bataguassu, Água Clara, Nova Andradina e Tupi Paulista (SP). Dos 18, todos foram cumpridos.

Os únicos que faltavam e foram cumpridos nesta tarde  são de Nova Andradina e Nova Alvorada do Sul. Entre os presos estão dez mulheres, sendo que ao menos seis delas são ligadas à facção. As demais, apesar de não serem consideradas faccionadas, participavam das ações com as demais. Foram cumpridos mandados em presídios, pois presos também participaram da execução.

O delegado explica que as mulheres foram responsáveis pelo sequestro e abertura do julgamento no tribunal do crime de Érica. “Ela foi acusada de abusar de uma criança. O grupo sequestrou a mulher, como já é da conduta da facção, e abriu o julgamento por telefone, com os demais comparsas do PCC espalhados pelo estado. Após julgamento, mataram a vítima”, disse.

Não é descartado que os envolvidos estejam ligados a outras execuções. O delegado lembrou ainda que foi realizado pente-fino no presídio semiaberto de Três lagoas, onde surgiu a informação de que Érica estaria praticando estupro contra a vítima e encaminhado imagens para o marido. Na ação, várias porções de drogas foram apreendidas e encaminhadas à DP.

Matéria atualizada às 16h22

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