Legislação prejudica PMs que poderiam responder em liberdade, diz ACS

O cabo Mário Sérgio Couto, presidente ACSMS (Associação de Cabos e Soldados da e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), criticou a prisão de seis policiais militares ocorrida nesta quinta-feira (26), durante a Operação Ave Maria, deflagrada pela Corregedoria-Geral da Corporação contra servidores envolvidos em crimes de contrabando e descaminho.

De acordo com cabo, a Legislação compromete os policiais, pois permite que eles sejam presos ainda com investigações em andamento. “Eles são levados para o Presídio Militar por suspeita, para depois serem investigados e apresentarem as justificativas se estão envolvidos ou não. Na grande maioria dos casos, são absolvidos por falta de provas”, disse o militar.

Neste sentido, ele acredita que os gestores poderiam adotar outras medidas. “Se fosse civil, estava solto, mas porque somos nós, estão recolhidos no presídio. Nosso regulamento prevê a prisão por suspeita ou investigação, mas não precisa ser assim”, lamentou. Ele lembrou ainda que em todos os setores da sociedade tem profissionais ruins, que se envolvem em irregularidades e mancham o nome da maioria. “Gostaria de ressaltar que nossos policiais não são corruptos. Há denúncias, mas a PM não é uma corporação corrupta”.

Ave Maria

Seis policiais militares foram presos na manhã desta quinta-feira (26), durante a deflagração da operação Ave Maria feita pela Corregedoria da contra o envolvimento de policiais com atividades ilegais como contrabando e descaminho de produtos do Paraguai. No total, 13 mandados foram cumpridos em Campo Grande e Sidrolândia por suspeita de corrupção na de Mato Grosso do Sul.

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