Laboratório de drogas em Corumbá vai auxiliar investigações de tráfico

Uma das principais rotas do tráfico de drogas na América do Sul, Corumbá, cidade localizada na fronteira com a Bolívia, a 427 quilômetros de Campo Grande, passará a contar com um laboratório especializado na análise e identificação de substâncias entorpecentes. A unidade vai acelerar o trabalho pericial e auxiliar no andamento dos inquéritos de tráfico de drogas.

Além disso, vai diminuir o fluxo do Ialf (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses) de Campo Grande, que mensalmente realizava de 40 a 50 exames com amostras vindas de Corumbá, e que agora poderá se dedicar a outros procedimentos. Atualmente, os laudos eram feitos só na Capital e em Dourados.

Segundo a perita criminal Glória Setsuko Suzuki, coordenadora-geral de perícias de Mato Grosso do Sul, o laboratório vai funcionar na Unidade Regional de Perícia e Identificação, com um aparelho infravermelho que é capaz de detectar substâncias ilícitas. O dispositivo é fruto de convênio com a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública).

“Casos de maior complexidade ainda virão para Campo Grande. Mesmo assim, haverá uma economia de tempo, porque a maioria dos exames será feita por lá e haverá ainda uma resposta mais rápida para os tipos de crime que precisam de materialização das provas”, ressaltou Glória.

Conforme portaria publicada no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira, o núcleo foi ativado e funciona a partir do dia 6 de maio. Técnicos virão para a capital fazer treinamento no equipamento usado no Ialf.

Entre as atribuições, a nova unidade poderá realizar exame toxicológico definitivo em drogas proscritas como maconha, haxixe, Skank, óleo de maconha, pasta base, coca base, cocaína, cloridrato de cocaína, crack e em amostras, porções, objetos e “materiais diversos apreendidos relativos a infrações penais”.

Também irá expedir laudos periciais, pareceres técnicos, laudos complementares e ofícios, desenvolver pesquisas no campo das ciências forenses e ampliá-las, a fim de sugerir a implantação de novas técnicas e métodos de trabalho e realizar projetos e pesquisas que auxiliem na prevenção do uso de drogas.

 

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