Justiça Federal nega recurso e mantém prisão de investigados em máfia do cigarro

Réus foram presos pela PF durante a Operação Teçá, deflagrada em agosto

O juízo da 1ª Vara da Justiça Federal de Naviraí negou novo pedido de revogação da prisão preventiva e manteve na cadeia  Dirceu Martins, José De Brito Junior, Maico Andrei Bruch, Elvis Cleiton Gussi Coronato e Reginaldo Perin De Moraes, presos em agosto deste ano pela Polícia Federal no âmbito da Operação Teçá, deflagrada para desarticular esquema de contrabando de cigarro.

De acordo com a decisão, apesar do recurso da defesa, não houve qualquer modificação do cenário fático-delitivo capaz de ensejar a revogação da medida cautelar aplicada.

Deflagrada em 8 de agosto em Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Norte, a Teçá envolveu o cumprimento de 40 mandados de prisão e centenas de investigados por integrar uma quadrilha que começou a operar em 2018 para contrabandear cigarros fabricados no Paraguai.

Teçá, em guarani, quer dizer “estado de atenção”, uma referência à rede de olheiros e batedores que integravam o esquema investigado. As investigações que começaram em 2018, apontaram que a quadrilha tem núcleo no Estado e enviava contrabando, principalmente dos cigarros fabricados no Paraguai, para outras localidades do País.

De acordo com a Polícia Federal, durante as apurações, foram apreendidos R$ 144 milhões em contrabando, 155 veículos usados para transportar os cigarros ilegais e 75 pessoas foram presas.

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