Justiça dá liberdade a PRF e ‘batedor’ acusados em esquema de contrabando de cigarro

Acusados de esquema de contrabando de cigarro desarticulado pela Polícia Federal

A Justiça Federal concedeu liberdade ao PRF (Policial Rodoviário Federal) Alaércio Dias Barbosa e Paulo Henrique Xavier, presos na Operação Trunk sob acusação de envolvimento em esquema de contrabando de cigarro desarticulado pela Polícia Federal em julho deste ano. A decisão é do juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande.

Apontado como “batedor” no esquema, a defesa de Paulo Xavier alegou que sua família, que depende economicamente dele, não possui bens e está em estado de miserabilidade devido a sua prisão. Já o PRF, alegou que sua participação no “contexto delituoso” seria de pouca expressão. A defesa do policial também informou que a sua prática delituosa estaria cessada, em razão da concessão de sua aposentadoria. Os dois agora irão responder em liberdade.

Operação Trunk

O juízo da 3ª Vara Federal de Campo Grande recebeu denúncia contra 16 envolvidos em esquema de contrabando de cigarro desarticulado pela Polícia Federal durante a Operação Trunk, deflagrada em 31 de julho em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraíba. De acordo com o Ministério Público Federal, policiais corruptos eram peça chave da organização por facilitarem a passagem de cargas. O grupo dispunha, inclusive, de núcleo de cooptação de policiais.

Entre os policiais denunciados estão os PRFs Moacir Ribeiro da Silva Neto e Alaércio dias Barbosa.  Além deles, outros policiais também serão investigados por prestavam serviços aos contrabandistas como motorista, “olheiros”, “mateiros” e “batedores”. Por este motivo, a Justiça Federal deferiu desmembramento e remessa do processo, como compartilhamento de provas, à Justiça Militar Estadual para apurar a participação de policiais militares.

Conforme descrito pela denúncia, a organização desmontada na Operação Trunk era chefiada por Francisco Job da Silva Neto e José Antônio Mizael Alves, que detinham controle sobre todas as funções dos demais membros do grupo. Fernando da Silva, Paulo Henrique Xavier e Irismar Gadelha Soares era do núcleo operacional e de apoio logístico, com batedores avançados e aqueles que exerciam função de gerência. Em seguida na escala hierárquica vinha o núcleo financeiro controlado por Elaynne Cristina Dantas de Faria, o núcleo de cooptação dos policiais e o núcleo dos policiais.

Foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, contrabando e corrupção ativa, cada um de acordo com sua participação: Francisco, Mizael, Elaynne, Fernando, Paulo, Irismar, Moacir, Alaércio, André Venâncio da Silva Melo, João Miranda Luciano, Ridag de Almeida Dantas, Carlos Magno Pinto Ramos, Gabriel Ferreira Britto, Deine Benício da Silva, Joisemeire Santos Benites e Wladmiri Farina Júnior.

 

 

 

 

 

 

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