Juiz tentou comprar testemunhas para culpar colega do TJMS, segundo Gaeco

Juiz teria cobrado R$ 250 mil em propina para autorização judicial de alienação de imóvel

O juiz Aldo Ferreira da Silva Júnior da 5º Vara de Família e Sucessões de Campo Grande, alvo da Operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Espada da Justiça, deflagrada nesta sexta-feira (18) teria tentado comprar testemunhas para culpar outro magistrado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

As testemunhas teriam ido até a Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça para denunciar os crimes do juiz, que em um processo de alienação de imóvel teria pedido o valor de R$ 250 mil, sendo que em outro processo de inventário teria cobrado o valor de R$ 34 mil, sendo este valor depositado em sua conta.

Segundo relatório do Gaeco, as testemunhas teriam sido coagidas a mudarem seus depoimentos na tentativa de incriminar outro magistrado, que não teve o nome revelado. Ainda teria sido oferecido dinheiro e depois uma das testemunhas teria sido ameaçada de morte por homens armados, caso não mudasse o teor de suas declarações.

A denúncia do Gaeco ainda revela o crime de lavagem de dinheiro pelos investigados, na tentativa de ocultar a origem ilícita das vantagens recebidas nas vendas de sentenças. Durante a investigação foi percebido que a sogra do juiz Aldo praticava grande movimentação financeira com o genro, sem explicação para transações bancárias tão elevadas.

Com a quebra dos sigilos bancários e telefônicos, a investigação também chegou ao pai do magistrado e também ao advogado Pedro André Scaff Raffi, e a Jesus Silva Dias e Wilson Tavares de Lima. Durante a operação deflagrada pelo Gaeco, no cumprimento de mandados, foram apreendidos celulares, computadores, notebooks para análise.

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