Homicídio nas Moreninhas: polícia ouve testemunhas para confirmar legítima defesa

Levou facada na coxa e morreu após hemorragia

A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas sobre a morte de Leonídio Paixão Andrade Neto de 35 anos, ocorrida na madrugada do último domingo (14), no bairro Moreninhas, em Campo Grande. Após uma briga, a companheira, para se defender, desferiu uma facada na perna do marido, que morreu na residência do casal.

“Estamos colhendo outros depoimentos e aguardando laudos para confirmar as informações de legítima defesa”, informou o delegado que conduz as investigações, Thiago Macedo, da 4ª delegacia de Polícia Civil da Capital.

O crime aconteceu durante uma discussão do casal, na madrugada de domingo (14). Leonídio teria bebido com amigos e chegou em casa revoltado porque a mulher não respondeu mensagens no celular. Após ser xingada, ela afirmou que chamaria a polícia, mas o marido pegou o celular e quebrou. Depois, passou a estrangular a mulher.

Segundo apurado pela polícia, quando ela estava quase perdendo os sentidos, conseguiu alcançar a faca e o atingiu com apenas uma facada na perna. Ela pediu ajuda para a filha de seis anos de idade, que correu até a casa de uma vizinha. A testemunha conta que quando chegou na casa, o homem já estava caído no chão.

Leonídio levou uma facada na coxa, que atingiu a artéria femoral – principal vaso sanguíneo que irriga o membro inferior. Ele perdeu muito sangue e morreu na residência onde o casal morava, no bairro Moreninhas II.

Na delegacia, ela alegou que a facada foi um meio de se defender e afastar o marido, mas que não tinha a intenção de matá-lo. O casal vivia junto há sete anos e, segundo testemunhas, os dois brigavam muito. Entretanto, apesar as intrigas, eles sempre se reconciliavam.

Desde 2008, Leonídio tinha contra ele registros de boletins de ocorrência por agredir a companheira, que também havia pedido medidas protetivas. Uma ação penal já corria desde 2017 contra Leonídio, e uma audiência estava marcada para novembro deste ano depois que ele agrediu a mulher com um guarda-chuva em 2016. Por causa das medidas protetivas, ele não poderia se aproximar da esposa a cerca de 200 metros.

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