Há quatro anos, grupo confessava que matou e queimou corpo por causa de bullying

Vítima foi assassinada por praticar bullying contra os autores

Nesta segunda-feira (19) completa quatro anos que Gabriel Gustavo Barros de Souza e mais cinco adolescentes confessavam participação no assassinato Marcos Vinícius de Oliveira, de 20 anos, em Campo Grande. À época, eles alegaram que mataram porque sofriam bullying por parte da vítima.

Conforme noticiado à época, os jovens relataram que estavam cansados da atitude do rapaz e resolveram matá-lo. O grupo atraiu Marcos para um matagal próximo à Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), no dia 9 de agosto, alegando que iriam usar drogas.

Lá, segundo a delegada Aline Sinotti, que na ocasião presidia o inquérito junto à Deaij (Delegacia Especializada no Atendimento à Infância e Juventude), foi Gabriel que desferiu os primeiros golpes no abdômen da vítima. Em seguida um dos adolescentes de 15 anos teria efetuado mais golpes no peito do rapaz. Por fim, Gabriel assumiu a arma e deu a última facada no pescoço da vítima.

Outro adolescente de 15 anos teria segurado a vítima pelo pescoço durante o assassinato e um mais jovem, de 12 anos, agrediu Marcos com chutes e pontapés. Já uma menina de 14 anos ficou olhando os amigos, que depois ainda colocaram fogo no corpo do rapaz, em uma tentativa de esconder o crime.

Além do bullying, os envolvidos continuam afirmando que Marcos teria tentado abusar da adolescente de 14 anos, mas essa versão não foi comprovada pela polícia. Em agosto de 2016, Gabriel foi condenado a 16 anos e 8 meses de prisão em regime fechado. De acordo com informações do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Gabriel foi condenado pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. 

Com auxílio dos jovens, ele “causou sofrimento desnecessário à vítima, porque esta padeceu de violentas agressões físicas e foi apunhalada repetidamente com um canivete”, conforme o texto do TJ.

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