Gaeco pede à Polícia Civil procedimento contra policial preso na Omertà

Hilux apreendida deixada com policial como fiel depositário foi encontrada em Campo Grande longe da comarca em que atuava em Ponta Porã

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) enviou pedido a Corregedoria de Polícia Civil de Mato Grosso do Sul para a instauração de procedimento para apuração de falta funcional do policial civil, Elvis Elir Camargo, preso desde o dia 27 de setembro quando da deflagração da , que investiga uma organização criminosa de execuções no Estado, principalmente em Campo Grande.

Em despacho, o MPMS (Ministério Público Estadual) argumenta que o veículo Toyota Hilux que foi deixada com o policial como fiel depositário, na cidade de Ponta Porã lotação de Elvis foi encontrada em Campo Grande demonstrando que o carro não era usado, apenas, em suas atividades funcionais, além de a camionete ter placas do Paraguai, não devendo estar circulando na Capital.

O Ministério Público também argumenta sobre uma pistola 9mm deixada em cautela com Elvis Elir. Por fim, é pedido que a Corregedoria instaure procedimentos para apurar eventuais desvios de condutas, com imposições de sanções correcionais e criminais.

No dia 27 de setembro foi deflagrada a que prendeu o empresário e seu filho, Filho apontados como chefe de uma organização criminosa, com execuções em Mato Grosso do Sul. Na operação foram presos guardas-municipais, um policial federal, um militar do Exército, policiais civis e integrantes da milícia, que seria responsável por pelo menos três execuções em Campo Grande de Ilson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier, conduzidas pelo Garras.

Omertà

O Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), com apoio dos Batalhões de Choque e o Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar, cumpriram mandados de prisão preventiva, prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campo Grande e Bonito.

A ação levou a prisão de policiais civis, guardas municipais, policial federal e até militar do Exército, suspeitos de integrarem uma organização criminosa voltada à prática dos crimes de milícia armada, porte ilegal de armas de fogo de uso restrito, homicídio, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes.

Gaeco pede à Polícia Civil procedimento contra policial preso na Omertà
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