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Familiares lamentam rumo da ação e acusam MP ‘de se isentar’ sobre morte de Carolina

‘Basta ter R$ 50 mil no colchão para matar e ficar livre’, diz pai do filho da advogada

Estão querendo jogar a culpa nela pela própria morte, disse indignado Douglas Barros pai do filho de advogada Carolina Albuquerque, morta em um acidente de trânsito, no dia 2 de novembro de 2017, na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, pelo fato da defesa do estudante ter feito o pedido para verificação da documentação tanto do carro da advogada quanto de sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

Douglas lamentou o rumo que está tomando a ação da morte da advogada, e disse que neste caso o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) se isentou. Ele ainda contou que a família está indignada pelo fato do estudante de medicina, João Pedro de Miranda, ainda estar em liberdade.

“Basta você ter R$ 50 mil embaixo do colchão para matar e ficar livre”, disse Douglas em referência ao valor pago por João em fiança para responder ao processo em liberdade. Douglas ainda disse que não vê justiça, já que o estudante continua dirigindo pelas ruas de Campo Grande.

Sobre o filho que teve com a advogada, Douglas diz que o menino faz acompanhamento com psicólogo até hoje e pergunta pela mãe a todo o momento. Na época o acidente, o menino quebrou a clavícula com o impacto da colisão, que matou a sua mãe.

O estudante de medicina só foi denunciado pelo crime 14 meses depois do acidente, em janeiro deste ano. A primeira audiência do caso foi marcada para julho deste ano, sendo que no dia 12 agosto outra audiência deve ouvir as testemunhas de defesa. Por fim, no dia 13 agosto, o estudante de medicina João Pedro deve ser ouvido.

Carolina morreu em 2 de novembro de 2017, depois que o carro dela foi atingido pela camionete de João Pedro, a 115 km/h, segundo a perícia, em trecho com velocidade máxima de 50 km/h. Ela estava a 30 km/h.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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