Falsa farmacêutica participava de campanhas e até vacinava pacientes em MS

Mulher de 25 anos foi indiciada por exercício ilegal de profissão

A Polícia Civil indiciou Gabriella Lorena Rodrigues de Brito, de 25 anos, por exercício ilegal da profissão e uso de documento falso. Apesar de não ser formada, ela atuava como farmacêutica na rede municipal de saúde do município de Eldorado, a 440 quilômetros de Campo Grande. Ela participava de campanhas de imunização e vacinava pacientes.

Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil, o delegado Pablo Ricardo Reis, titular da DP de Eldorado, recebeu denúncia do Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul sobre a atuação ilegal da profissional e instaurou inquérito.

Durante as investigações foram realizadas pesquisas junto a uma universidade do interior de São Paulo, em nome da qual estavam os documentos falsos apresentados pela acusada. Foi comprovado que Gabriella cursou apenas três dos dez semestres do curso de Farmácia e foi reprovada na maioria das matérias.

Intimada para prestar esclarecimentos, ela entrou em inúmeras contradições e acabou confessando o exercício ilegal da profissão. Ela detalhou que trabalhou em uma farmácia de Naviraí, entre os anos de 2016 e 2017, e que há dois anos foi contratada pela Prefeitura Municipal de Eldorado, onde trabalhou como farmacêutica até a semana passada.

Na rede municipal de saúde, além de analisar e interpretar receitas apresentadas e entregar remédios, a falsa farmacêutica tinha total controle sobre todos os medicamentos, inclusive aqueles controlados. Ela também aplicava vacinas nos pacientes e participou recentemente de uma campanha de imunização dos presos da delegacia de Eldorado.

Conforme o delegado Pablo, no ato da contratação, a mulher não precisou apresentar registro de inscrição no Conselho Regional de Farmácia, mas somente o diploma de conclusão do curso de Farmácia, que era falso. “Estamos intimando os servidores municipais para que prestem esclarecimentos, o que poderá dar ensejo a outras responsabilizações penais ou de improbidade administrativa”, explica.

Como não estava mais em situação de flagrante, a jovem responde em liberdade pelas acusações.

Mais notícias