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‘Inteligência do PCC’ estaria ligada à execução de policial militar em MS

Áudios entre integrantes do PCC foram descobertos

A execução do Policial Militar, Juciel Rocha Professor, 25 anos, em Maracaju, no dia 10 de fevereiro teria acontecido depois da implantação da central de inteligência do PCC (Primeiro Comando da Capital). Áudios interceptados durante as investigações da Operação Impetus descobriu o esquema de identificar agentes da segurança pública do Estado, que se tornariam alvos de planos de execução da facção criminosa. As investigações tiveram início há quatro meses.

Durante as ‘batidas’ no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande vários celulares foram apreendidos e durante os quatro meses de investigações, os áudios foram descobertos. Em um deles um integrante da facção pede nomes de diretores e de agentes e a montagem da central de inteligência.

“Daniel eu preciso do levantamento do nome, diretores e agentes. Ai da Máxima a gente quer o do Mohamed. Tá ligado, monta um serviço de inteligência com o Dentinho”. Em outro trecho do áudio o integrante da facção diz: “Entra no Facebook, vamos pesquisar, nós precisa* saber os nomes completos”, termina.

Segundo a delegada Ana Claúdia Medina, da Deco, movimentações diferentes em ameaças feitas a agentes penitenciários, sendo acompanhado a movimentação carcerária. “Eles tinham acesso as escalas dos agentes, e tudo que era publicado pela imprensa também era monitorado pelos integrantes da facção”, revelou a delegada.

Eles tinham como alvo 12 servidores , entre diretores de presídios e agentes penitenciários. Os alvos eram ‘fichados’ e há casos até de detetives particulares contratados pela facção para seguir agentes listando a rotina deles.

Organograma

Um organograma de como foi montado a central de inteligência do PCC foi descoberto pela polícia. Nele havia as subdivisões, em que cada membro era responsável por uma tarefa dentro da facção, de trazer e identificar os agentes penitenciários. Cada integrante tinha como obrigação a responder questionários para a facção.

Foram levados para serem interrogados da Máxima, os presos Augusto Macedo Ribeiro, conhecido como ‘Abraão’, Laudemir Costa dos Santos, conhecido por ‘Dentinhho’, Willyan Luiz de Figueiredo; o ‘Daniel’. Já da PED (Penitenciária Estadual de Dourados) Diego Duveza Lopes Nunes, conhecido como ‘Pitbull’ e Wantensir Sampatti Nazareth – o ‘Inverno’. Eles tinham função de liderança e responsáveis pela central de inteligência do PCC.

‘Operação Impetus’

A Operação Impetus, chefiada pelos policiais da Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), cumpre mandados na Máxima, em Campo Grande, e no Presídio de Dourados. Os indícios são de que o PCC mantinha organizado um grupo especializado em investigar servidores da segurança pública. Os alvos eram ‘fichados’ e há casos até de detetives particulares contratados pela facção para seguir agentes listando a rotina deles.

A ‘central de inteligência do PCC’ funciona de forma compartimentada e reservada dentro da própria facção. Presos com funções de liderança criminosa recrutaram internos integrantes do PCC nos regimes fechado, aberto e semiaberto. Alguns simpatizantes listados no chamado ‘Salve do Quadro’ tinham a missão de levantar dados pessoas e profissionais de servidores de segurança pública, bem como a localização.

A investigação começou há quatro meses, constatando a criação da central de inteligência da facção criminosa. Os presos encarregados pela inteligência do PCC usavam técnicas avançadas, como investigação social, com pesquisas aprofundadas em redes sociais, como Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat, e também, fontes oficiais, entre elas, cadastros de dados publicados em páginas oficiais nos mais diversos órgãos públicos e inclusive, junto as publicações funcionais elencadas em diários oficiais, como dados funcionais, qualificação completa, escalas de serviço, remoções e até mesmo promoções funcionais.

 

 

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