Engenheiro acusado de tentar subornar PMs paga quase R$ 10 mil para não ficar preso

Juiz estipulou fiança de 10 salários mínimos e suspensão da CNH

O engenheiro de 66 anos, preso na madrugada de quarta-feira (23) por dirigir embriagado, desacatar e tentar subornar policiais militares, deverá pagar fiança de quase R$ 10 mil para responder ao processo em liberdade. Ele chegou a dizer que não ofereceu dinheiro aos policiais, mas o fato foi gravado em vídeo.

Em audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (24), o juiz determinou o pagamento de 10 salários mínimos, ou seja, R$ 9.980, além da suspensão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) do motorista até o término do processo. O engenheiro estava acompanhado da mulher, que é advogada, quando foi detido em blitz na Avenida Afonso Pena.

Relembre o caso

Na madrugada de quinta-feira, o engenheiro e a mulher voltavam de uma casa noturna, também localizada na Avenida Afonso Pena, quando foi abordado pelos policiais do Batalhão de Trânsito em uma blitz. Ele afirma que os dois saíram do carro e a mulher voltou para buscar os documentos no Honda Civis, quando teria sido retirada do veículo pelos policiais e caído no chão.

O motorista ainda disse em depoimento que não ofereceu dinheiro aos militares. No entanto, em vídeo que circula na internet, o engenheiro tenta subornar os policiais. “Dou R$ 500 pra vocês de boa, sou honesto”, disse ele. Ainda no vídeo é possível ver quando o engenheiro diz que o carro seria da filha dele, “Não faz isso comigo não cara, eu perco carro, não é roubado, é da minha filha”, disse o homem que apresentava sinais de embriaguez.

O policial, por sua vez, responde que o documento está atrasado desde 2010 e que o automóvel vai ser encaminhado ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito. O engenheiro argumenta, “Antes disso, vamos fazer um negócio, eu dou um dinheiro pra você ai, quinhentão [R$ 500], seiscentão [ R$ 600], R$ 200 pra cada”. “A gente ia pedir um Uber”, afirma. Em seguida, abre a carteira ao lado da viatura, começa a contar as cédulas e lamenta. “Todo o dinheiro que tenho”.

Na sequência, os policiais dão voz de prisão por e o encaminham para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro. Já no caminho até a delegacia, o homem continuou subornando os policiais e ofereceu R$ 1.200. Ele foi autuado por corrupção ativa, dirigir embriagado e desacato.

Engenheiro acusado de tentar subornar PMs paga quase R$ 10 mil para não ficar preso
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