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Empresário que morreu em queda de avião tinha experiência e era prudente, diz testemunha

Representantes do Cenipa devem chegar nesta quinta-feira

O empresário Pedro Arnaldo Montemor dos Santos, era um piloto experiente e prudente. “Ele dizia, nuvem no céu, piloto no hotel”, confirmou uma testemunha, que preferiu não se identificar. O que causou susto em quem conhecia o empresário, era que Pedro tinha uma experiência de 30 anos. “Ele não se arriscava se o tempo não estava favorável”.

O piloto Antônio Barbosa Nogueira, que testemunhou o acidente, reforça a versão mais aceita da tragédia, no caso, de que o avião decolou do aeroporto, mas que o piloto teria tentado voltar ao perceber que não tinha como prosseguir com a viagem devido a intensa neblina.

Representantes do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) devem chegar nesta quinta-feira (16) para analisar o local e apurar o que causou o acidente. Nesta quarta-feira (15), equipe da Polícia Militar preserva a área até o início da noite, quando uma empresa de segurança particular deve chegar para assumir o plantão.

O Corpo de Bombeiros removeu no início desta tarde os corpos do médico Pedro Arnaldo e da esposa, Silvana Maria Pizzo, vítimas do desastre aéreo ocorrido nesta manhã, nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. O avião teria explodido com a queda.

A dificuldade em remover os corpos ocorreu porque, devido ao impacto, a aeronave cavou um buraco de cerca de 1,5m no solo, deixando os corpos das vítimas presos às ferragens. Ao constatarem que a remoção seria difícil, o Corpo de Bombeiros foi novamente acionado ao local com o desencarcerador.

Desde os trabalhos para retirar o avião do solo, até o resgate dos corpos, foram quase cinco horas. Da aeronave ainda foram retirados uma quantia em dinheiro e o plano de voo. Conforme as informações da polícia, a aeronave estava regular.

 

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