Em cenário de muita tristeza, menina Eloá é sepultada em Campo Grande

Esquizofrênico, o autor foi levado à Ala de Saúde do Complexo Penitenciário de Campo Grande

Cenário de muita tristeza marcou o velório e sepultamento da menina Eloá Aquino Carvalho, 3, principalmente devido à violência que causou a morte da criança. O velório ocorreu neste domingo (15) em uma capela no Bairro Moreninhas e o sepultamento na tarde também deste domingo no Cemitério Nacional Parque, no mesmo bairro.

A advogada Mariana Canossa conversou com a reportagem, falou sobre o profundo abalo emocional da mãe da menina, de 31 anos, e que foram necessárias doações para o velório e sepultamento. “Cenário de muita tristeza, amanhã eu terei acesso aos autos do inquérito”, disse.

A advogada disse que entrou em contato com a família após receber mensagens fake news via WhatsApp a respeito da morte da criança que ainda estava internada. Ainda segundo Mariana Canossa, de tão abalada, a mãe da criança nem perguntou sobre o autor de 34 anos, se ele está preso ou não.

Esquizofrênico, ele foi levado à Ala de Saúde do Complexo Penitenciário de Campo Grande, na última quinta-feira (12). Com dificuldades financeiras, a advogada também falou que irá ser feito pedido de doações de roupas e mantimentos para os outros seis irmãos de Eloá.

O caso

A mãe da criança contou na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) que foi até o posto de saúde para vacinar o bebê de 5 meses. Ela voltava do posto com o filho de 5 anos ao lado dela, o bebê e a menina de 3 anos no carrinho quando o crime aconteceu.

O desconhecido surgiu na frente dela, levantou a menina pelas pernas e bateu forte com a cabeça dela no chão. Ele iria fazer o ato novamente, mas a mãe conseguiu impedir e segurar a criança, quando também começou a gritar e populares detiveram o suspeito.

A menina foi socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levada para a Santa Casa com traumatismo craniano grave e suspeita de morte cerebral.

A mãe do suspeito também prestou depoimento na delegacia e disse que em conversa com o filho, ele contou que não se lembrava do ocorrido. Ela ainda relatou que ele é paciente psiquiátrico esquizofrênico, que é agressivo, que já foi agredida por ele e que agora ele mora sozinho.

Morte e doação de órgãos

Neste sábado (14), a Santa Casa atestou a morte encefálica da criança. A mãe da garota decidiu doar os rins e córneas da criança, que captados na manhã deste sábado. Os rins foram para São Paulo e as córneas doadas ao Banco de Olhos, aqui em Campo Grande, como informou a assessoria do Hospital.

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