Em seu 8º julgamento, Nando exige que jurados sejam moradores de seu bairro

Já foi condenado a 87 anos de prisão

No seu 8º julgamento na manhã desta quinta-feira (5), em Campo Grande, Luiz Alves Martins Filho, o Nando, exigiu que os jurados escolhidos sejam pessoas moradoras do bairro Danúbio Azul, já que elas o conheceriam e saberiam que ele não mataria ninguém.

Nesta quinta (5), Nando é julgado pelo assassinato de Alex da Silva Santos, de 18 anos, que foi assassinado por estrangulamento, em 2016. Durante seu depoimento, ele negou que conhecesse Alex, o que foi confrontado pela mãe do rapaz, Rosicléia Machado da Silva de 43 anos, que chegou a ficar sete meses procurando pelo filho.

Rosicléia contou ao Jornal Midiamax que dois dias antes do sumiço do filho, Alex e Nando teriam ido até a casa dela, no bairro Nova Lima, para buscar um casaco, mas Luís afirmou que apenas conhecia a vítima do bairro. Ele ainda voltou a dizer que havia confessado todos os assassinatos depois de apanhar de policiais na cadeia.

Nando ainda disse que jamais assassinaria as pessoas por roubo, e que tudo o que está acontecendo é perseguição policial. Luís ainda afirmou querer estar presente em seu próximo julgamento para que as pessoas pudessem conhece-lo.

Nando matou Alex movido por vingança, em razão de a vítima tê-lo furtado, segundo a denúncia. Ele usou uma correia de máquina de lavar roupas para estrangular Alex até a morte, juntamente com os comparsas. No dia do crime, os acusados atraíram a vítima até o local, sobre o pretexto de usarem drogas.

Amarraram Alex pelas pernas, golpeando com caibro de madeira na cabeça e impossibilitando qualquer defesa da vítima. Em seguida, enterraram o corpo em uma cova. Wagner ajudou Nando sob recompensa de receber uma quantidade de pasta base de cocaína. Já Ariane ajudou no crime para se vingar das agressões praticadas pela vítima.

Condenações

Dos sete júris já realizados anteriormente, Nando foi condenado pelos homicídios em cinco deles, apenas em um caso, sobre a morte de Ana Claudia Marques, ele foi absolvido do homicídio, sendo condenado apenas pela ocultação de cadáver. O primeiro julgamento aconteceu no dia 29 de junho de 2018, com a condenação do réu a 18 anos e 3 meses de reclusão pela morte da vítima “Café” ou “Neguinho”. O processo está em grau de recurso.

Ainda no ano passado, no dia 23 de novembro, Nando foi julgado e condenado a 18 anos e 4 meses de reclusão e 20 dias-multa pelo assassinato de Lessandro Valdonado de Souza. O processo também está em grau de recurso.

No dia 20 de fevereiro, ele recebeu nova condenação pela morte de Jenifer Luana Lopes. A pena foi fixada em 18 anos e 3 meses de reclusão. Dias antes, no dia 8, ele teve sua primeira e única absolvição até agora, sendo condenado apenas pela ocultação de cadáver de Ana Cláudia Marques. O crime foi atribuído a um de seus comparsas, que ainda não foi submetido a julgamento, pois recorreu. Pela ocultação do cadáver, a pena foi fixada em 2 anos de reclusão e 30 dias-multa.

No dia 10 de abril, ele teve a condenação a 16 anos e 3 meses de reclusão e 15 dias-multa pela morte de Flávio Soares Corrêa.  No dia 26, foi condenado a 14 anos e três meses de prisão pela morte de Bruno Santos Silva. Ainda devem ser agendados os julgamentos pelas mortes das vítimas Alex da Silva dos Santos; Jhenifer Lima da Silva; Aparecida Adriana da Costa; Aline Farias da Silva; “Alemão” e Eduardo Dias Lima.

 

 

 

 

 

 

 

Em seu 8º julgamento, Nando exige que jurados sejam moradores de seu bairro
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