Em mais um julgamento, Nando é condenado a 2 anos de prisão por ocultar corpo de doméstica

Comparsa também foi condenado, mas vai responder em liberdade

Em mais um julgamento,  Luiz Alves Martins Filho, o Nando, foi condenado a 2 anos de prisão em regime fechado e a 30 dias de multa pela ocultação do cadáver da empregada doméstica Ana Cláudia Marques de 37 anos, assassinada em 2015. A sentença foi dada após Tribunal do Júri realizado nesta sexta-feira (8), no Fórum de Campo Grande.

Jean Marlon Dias Domingues, comparsa que teria ajudado Nando a esconder o corpo da vítima, também foi condenado a 1 ano de prisão em regime aberto e ao pagamento de 10 dias multa. A sentença seguiu pedido da defesa dos acusados e do Ministério Público, que pediram absolvição da dupla do crime de homicídio já que, segundo apurou investigações, a participação dos dois na execução da morte não ficou confirmada.

Tanto o Ministério Público, quanto os advogados dos réus e jurados levaram em consideração o fato de os acusados terem colaborado com a Justiça, inclusive, apontando o responsável pela execução de Ana Cláudia. O autor do homicídio será julgado em processo desmembrado.

Nando e Jean apontam Jader Alves Correa, como autor do crime. Segundo eles, Jader matou a mulher a pauladas e com uma barra de ferro, depois a estrangulou. O suspeito foi motivado por uma rixa de tráfico de drogas na região.

Em seguida ao crime, Jader pediu ajuda aos dois para ocultar o corpo da empregada. Em uma caminhonete que pertencia a Nando, os três colocaram o corpo e levaram até aterro sanitário do Danúbio Azul, onde foi enterrado em uma cova, de cabeça para baixo.

O caso

Ana Cláudia Marques foi assassinada em 2015 e seu corpo encontrado no dia 23 de novembro de 2016. A empregada foi enterrada somente no dia 19 de agosto de 2017. Ela foi morta por dívidas de drogas que tinha com Nando.

Em setembro do ano passado Luiz Alves foi condenado a 18 anos de prisão pela morte de Café em 2016, no Bairro Danúbio Azul e Campo Grande. Café foi assassinado porque devia dois fretes no valor de R$ 170 para Nando.

Mortes no Danúbio Azul

‘Café’, que não teve o nome divulgado, foi morto por Jean, Michel e Nando e localizado em uma das primeiras escavações. Ele devia dois fretes no valor de R$ 170 para Nando.

‘Alemão’, morto há 4 anos por Jean, Nando e uma terceira pessoa ainda não identificada e também já foi encontrado. Ele vendeu para um integrante do grupo criminoso uma TV e usou o dinheiro para comprar drogas. Ao descobrirem que o aparelho era furtado, os criminosos mataram o rapaz.

Bruno Santos da Silva, o ‘Bruninho’, foi assassinado em 2013 por Nando e localizado pela polícia na semana passada. Em 2009 ele teria agredido um sobrinho de Nando, que o estrangulou por vingança.

Ana Cláudia Marques, de 37 anos, era mãe de 6 filhos e foi assassinada em setembro de 2015 por dívidas de drogas com o grupo. Ela foi localizada no dia 23 de novembro de 2016 e enterrada no último dia 19 de agosto de 2017.

Flávio Soares Correa, morto em abril de 2015, com 25 anos. Foi assassinado por Jean e Nando porque praticava furtos no bairro e era considerado ‘afeminado demais’ pelos criminosos.

No dia 24 de novembro foram encontrados, Jhennifer Luana Lopes, a Larissa, morta em março de 2016, aos 16 anos, por Nando e Michel porque praticava furtos e Lessandro Valdonado de Souza, de 13 anos, que foi assassinado porque flagrou uma traição da cunhada Talita.

Outra vítima encontrada foi identificada como Aline Farias Silva, de 22 anos. Ela foi morta por furtas objetos no bairro para comprar drogas. A família só conseguiu realizar o enterro um ano e seis meses após a morte. O sepultamento ocorreu no dia 29 de julho de 2017.

Em mais um julgamento, Nando é condenado a 2 anos de prisão por ocultar corpo de doméstica
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