Depois de Nando ter surto e ser socorrido, promotor também passal mal em julgamento

Audiência de julgamento continua no Fórum de Campo Grande

Após Luiz Alves Martins Filho, o ‘Nando’, passar mal durante julgamento nesta sexta-feira (23) o promotor de Justiça do Ministério Público, Douglas Oldegardo dos Santos também passou mal e caiu durante a argumentação no plenário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. O promotor ficou aparentemente nervoso após alegação da defesa de Nando de que o MPE não trazia provas da autoria do crime.

Além dessa afirmação, a defesa de Luiz Alves disse que o Ministério Público teria apenas a confissão de Nando, sendo que pediu para que os jurados não o condenassem. No entanto, o promotor Douglas, durante argumento de acusação revelou que não teria apenas a confissão, mas também depoimento de testemunha que confirmou que Eduardo Dias Lima, o ‘Eduardinho’, de 15 anos, estava sendo pressionado por Nando, já que cometeu pequenos furtos na região.

Aparentemente nervoso com as alegações da defesa, Douglas Oldegardo afirmou que tem experiência e conhecimento de causa. “Quando a defesa diz que o MPE faz mal para o processo penal, ela está ofendendo a mim, a esta instituição, bem como toda a sociedade”, afirmou. Ele caiu durante a argumentação no plenário e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado.

Mais cedo, Luiz Alves teve um surto ao ser retirado do plenário depois de mostrar o dedo do meio para a imprensa, e passou a bater a cabeça contra a parede. O Samu foi chamado e ele levado para a unidade de saúde do bairro Tiradentes. Aparentemente, Nando está bem, mas o atendimento será feito por precaução. Está é a primeira vez que Nando senta no banco dos réus, já que nos outros julgamentos foi por videoconferência.

Nando é julgado nesta sexta (23) pelo assassinato de Eduardo Dias Lima, o ‘Eduardinho’, de 15 anos, que foi assassinado em 2015 por furtar garrafas de Nando. O adolescente foi morto asfixiado com uma correia de máquina de lavar roupas.

Durante o depoimento, Nando passou a se estapear no rosto dizendo que era assim que apanhava dos policiais, e só por isso confessou aos crimes. Os jurados e algumas pessoas que acompanham o julgamento ficaram assustadas com a atitude de Luiz Alves, sentado no banco dos réus. Nando continua a afirmar que o autor de todos os assassinatos seria Jeová Ferreira Lima de 57 anos, o Vasco. Ele teria sido incriminado por manter um relacionamento com Vasco, e por saber de tudo. Nando ainda disse que vai entrar com pedido de indenização por danos morais depois de ficar preso injustamente pelo crime de estupro em 1996.

Ele já foi condenado a 87 anos de prisão. Dos sete júris já realizados anteriormente, Nando foi condenado pelos homicídios em cinco deles, apenas em um caso, sobre a morte de Ana Claudia Marques, ele foi absolvido do homicídio, sendo condenado apenas pela ocultação de cadáver. O primeiro julgamento aconteceu no dia 29 de junho de 2018, com a condenação do réu a 18 anos e 3 meses de reclusão pela morte da vítima “Café” ou “Neguinho”.

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