Defesa adia apresentação porque jovem que matou tio tem síndrome do pânico

Crime aconteceu após briga por dívida

A apresentação do homem que marou o tio com três tiros na cabeça, na noite de terça-feira (16), no Jardim São Lourenço, foi adiada depois do advogado alegar que o cliente tem síndrome do pânico e estaria muito abalado com o assassinato.

O advogado Júlio César Marques, disse que seu cliente estava com o dinheiro para fazer o pagamento da dívida, mas que ainda não havia repassado para o tio, que no dia do crime ameaçou por diversas vezes o sobrinho, que pressionado acabou cometendo o homicídio.

Segundo o delegado Tiago Macedo, da 4º Delegacia de Polícia Civil, uma testemunha chave será ouvida na próxima semana, e com isso, tudo será esclarecido. A polícia tenta entender os acordos financeiros entre tio e sobrinho.

Ainda não se sabe o valor exato da dívida que o autor teria com Oswaldo Foglia Júnior, de 43 anos. Para o advogado, o homem disse que estava sendo ameaçado há dois meses pelo tio por causa da dívida, e que nesta terça (16) Oswaldo teria ido atrás dele por diversas vezes fazendo ameaças de matar toda a sua família caso não recebesse.

No momento do assassinato, Oswaldo teria ido até a conveniência e teria dito ao sobrinho que estava com um facão no carro e que iria matá-lo. Momento em que armado com uma pistola o autor atirou por três vezes contra o agiota que morreu no local.

Em seguida, o sobrinho fugiu em um Camaro amarelo que foi encontrado abandonado na manhã desta quarta (17), no bairro Cristo Redentor. O advogado disse que todas as provas e gravações das ameaças serão apresentadas a delegacia.

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