Decretada prisão preventiva de estudantes que levariam veículos para a fronteira

Decisão foi proferida em audiência de custódia na manhã desta quinta-feira

Durante audiência de custódia na manhã desta quinta-feira, a juíza Sueli Garcia Saldanha manteve a prisão de Emerson Mascarenhas da Costa Júnior, Patrick Dioney Pereira de Morais e de Sérgio Henrique da Silva Lima, detidos pela Polícia Militar no final da tarde de quarta-feira, tentando levar quatro veículos alugados em Campo Grande para a fronteira. Eles respondem associação criminosa, estelionato e uso de documento falso.

“Verifica-se, pelas condições do delito, em especial pela gravidade da conduta e natureza do crime, não ser recomendável a concessão de fiança ou medida cautelar mais branda, por serem insuficientes”, entendeu a magistrada ao homologar a prisão em flagrante e convertê-la em prisão preventiva. Conforme noticiado, os três, que se apresentam como estudantes de medicina no Paraguai, foram presos quase que simultaneamente.

De acordo com o sargento Cleber Daniel, da Força Tática do 1° Batalhão, que participou da ação, Patrick e Emerson locaram um automóvel Ônix com documento falso em nome de um desconhecido. Sérgio, por sua vez, alugou um Gol em outra locadora, com documentos falsos no nome da mesma pessoa usado pelos dois comparsas. Patrick e Emerson foram no Ônix para um estabelecimento na Avenida Fábio Zahran, próximo a Avenida Salgado Filho, onde ficaram esperando Sérgio.

No entanto, a locadora havia desconfiado dos dados apresentados por eles e bloqueou o Ônix. Eles esperaram, mas como Sérgio demorou, decidiram sair, no entanto, viram que o carro estava bloqueado, por isso pediram um transporte por aplicativo. No mesmo instante, Sérgio chegou em um Gol locado.

“Neste momento, a locadora do Gol havia acionado a PM e fomos para o local e abordamos os veículos quase juntos, um atrás do outro”, explicou o sargento. Inicialmente eles disseram que eram estudantes e que estariam na cidade para se divertir.

Eles disseram que curtiriam a noite com os veículos e em seguida voltariam para Ponta Porã, onde entregariam sem nenhuma recompensa. “No entanto, eles acabaram confessando que locaram com documento falso e que tinha mais dois carros, uma Duster e um Virtus, em posto na Avenida Eduardo Elias Zahran”, explicou o sargento. Dentro destes veículos estava uma pasta com documentos.

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