Policial que matou em cinema cheio de crianças será transferido para Campo Grande

Justiça determinou que ele seja encaminhado ao Presídio Militar

O juiz Eguiliell Ricardo da Silva, da 3ª Vara Criminal de Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande, determinou que o policial militar ambiental de 37 anos preso por homicídio seja encaminhado para o Presídio Militar na Capital. A defesa havia recorrido, pedindo que o suspeito ficasse no comando da PMA, onde ele já estava recolhido, porém, o recurso foi negado.

“Indefiro o requerimento de manutenção do autuado no Comando de Polícia Militar Ambiental, tendo em vista que a unidade penal própria para custódia de presos militares, ainda que provisórios, é o Presídio Militar Estadual. Sendo assim, oficie-se ao Comandante da Polícia Militar Ambiental de Dourados para que proceda a imediata transferência do autuado para o Presídio Militar Estadual, em Campo Grande”, decidiu o juiz.

Mais cedo, Eguiliell converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante do policial, pelo assassinato do bioquímico Júlio César Cerveira Filho, 43, ocorrido na segunda-feira, durante sessão em uma sala de cinema no Shopping Avenida Center.

Na tarde desta quarta-feira foi realizada audiência de custódia, ocasião em que foi analisado se houve algum tipo de violência ou ilegalidade na prisão, no entanto, nenhuma irregularidade foi relatada. Em nota, Pedro Teixeira, advogado de Cerveira, disse que a família não irá se manifestar.

“Diante da brutalidade do ato trágico ocorrido, a família informa que não irá se pronunciar por ora, de forma que pedimos respeito ao luto. O momento requer parcimônia, humanidade e sensibilidade, uma vez que os fatos estão sendo elucidados pela investigação e as notícias veiculadas dão conta somente da versão do acusado, autor do disparo que culminou nesta tragédia, exposta em seu depoimento à Polícia Civil”.

Por sua vez, a defesa do policial disse acredita na inocência dele. “Esclarecemos, ainda, que até o momento, dada a complexidade do caso, não houve tempo hábil para coletar provas suficientes a comprovar a veracidade dos fatos ocorridos, faltando depoimento de várias testemunhas e a juntada de laudos periciais. Contamos que todas as testemunhas que ainda não depuseram formalmente sobre o caso o façam relatando mais pura verdade dos fatos que presenciaram, não se deixando levar pelo sensacionalismo de alguns veículos de comunicação ou por pré-julgamentos infundados publicados nas mídias sociais, resguardando, assim, o cumprimento efetivo da justiça”. 

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