Salve Geral: Facção baiana proíbe festas e ameaça policiais de MS após líder ser morto na fronteira

Zé de Lessa era líder do BDM (Bonde do Maluco) e foi morto pela polícia sul-mato-grossense na quarta

Áudios divulgados no WhatsApp, atribuídos a membros a facção criminosa BDM (Bonde do Maluco), avisam sobre uma suposta ‘cobrança’ pela morte de Zé de Lessa, fundador e líder da organização criminosa. José Francisco Lumes foi morto pela polícia em Coronel Sapucaia, a 380 quilômetros de Campo Grande, na última quarta-feira (4).

Nos áudios, supostos membros da facção criminosa ordenam que não ocorram festas na região baiana da Chapada Diamantina, pois estão de luto e só querem enterrar Zé de Lessa em paz. O aviso é sucinto e ameaçador. “Se tiver festa o carro preto vai passar passando”. “Se vermos festa, vamos acabar com tudo”.

Em um dos áudios, os membros da facção BDM ainda fazem ameaças pela morte da liderança, que eles chamam de ‘Pai do Cangaço’ e ‘Nosso coroa cangaceiro’. “A covardia que fizeram com o véinho não vai ficar de graça não, vai ter uma cobrança doida [sic]”.

Organizador de uma festa que ocorreria nesta sexta-feira (6) chegou a comunicar, também por áudio, o cancelamento do evento. Ele afirma que recebeu ameaças e decidiu cancelar a ‘Festa das Patroas’, que seria realizada no município de Itaquara (BA).

Confira os áudios:

Morte de Zé de Lessa

Apontado como o bandido mais procurado e perigoso da Bahia, Zé de Lessa estava morando na região de Coronel Sapucaia havia pelo menos dois anos. Ele foi morto pela polícia na quarta-feira, depois de ter participado da tentativa frustrada de roubo a um carro-forte.

A morte do líder e fundador da facção BDM foi comemorada pelo secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa com um “Graças a Deus”, dito em entrevista. Forças policiais também divulgaram nas redes sociais vídeos em que comemoram a morte de Zé de Lessa.

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