Arsenal e milícia em Campo Grande: MPMS quer volta de guardas municipais para a prisão

Estão soltos desde maio cumprindo medidas cautelares

O MPMS (Ministério Público Estadual) pediu pela volta a prisão dos guardas municipais que foram soltos no dia 31 de maio pela Justiça. Eles foram presos depois da descoberta de um arsenal em uma residência, no Monte Líbano, em Campo Grande.

Rafael Antunes e Robert Vitor conseguiram a liberdade no dia 31 de maio, depois da prisão no dia 22 de maio, quando equipes do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros) descobriram um arsenal avaliado inicialmente em R$ 200 mil, em uma casa no Monte Líbano, e que poderia estar ligada a execuções na Capital.

Segundo o pedido do MP feito nesta quinta-feira (18), o reestabelecimento da prisão seria para garantir a ordem pública, a instrução criminal e a lei penal. Ainda segundo o despacho, os indícios de materialidade estão expostos no boletim de ocorrência registrados no dia do flagrante.

Ainda segundo o documento, a esposa do guarda municipal estaria correndo risco de vida por ser alvo da organização criminosa em questão. Mas, a própria mulher de Marcelo havia redigido uma carta de próprio punho afirmando não se sentir ameaçada com a liberdade de Rafael e Robert. A suspeita é que ela tenha sido coagida a redigir a carta.

Rafael e Robert foram presos por obstrução de Justiça. Foram apreendidos durante operação do Garras, uatro carabinas 556, 11 pistolas nove milímetros, uma arma calibre 12, outra arma longa calibre.22, um revólver 357, quatro pistolas .40, um calibre 380, uma pistola calibre 22, além dos dois fuzis AK47. Também foram apreendidos silenciadores e carregadores. Além de uma pistola Glock que estava com o guarda em seu veículo na Rua Rodolfo José Pinho. Todas as armas foram enviadas para a Polícia Federal para perícia. As armas estariam envolvidas nas execuções na Capital.

Execuções

Os fuzis AK47 apreendidos são do mesmo calibre usado nos assassinatos de Ilson Figueiredo, Orlando Bomba e Matheus Coutinho Xavier. Sobre um possível envolvimento do agente nas execuções também será investigado ou se ele só fazia o serviço de transporte.

Matheus Coutinho Xavier foi assassinado em frente à sua casa com 7 tiros de fuzil na cabeça, e na época de sua execução, no dia 9 de abril, foi levantado que a arma usada no crime poderia ter ligação com o armamento usado na execução de Ilson Figueiredo, que foi assassinado em junho de 2018.

O carro em que Ilson estava foi surpreendido, na Avenida Guaicurus e alvejado por diversos tiros de arma de grosso calibre, entre elas, um fuzil. Aproximadamente 18 cápsulas foram recolhidas pela perícia no local. Depois de ser atingido, o veículo que ele dirigia bateu contra o muro de uma casa.

Os pistoleiros que executaram o chefe da segurança da Assembleia Legislativa usaram uma metralhadora e um fuzil AK-47 no crime. Encapuzados, vestindo preto e com coletes à prova de balas, os pistoleiros começaram a atirar contra o carro do policial aposentado uma quadra antes do local onde o carro parou. Nas imediações na Rua Piracanjuba, na região, o carro usado na execução de Ilson, um Fiat Toro, foi encontrado incendiado.

Também foi executado com armamento do mesmo calibre, Orlando da Silva Fernandes, 41 anos, conhecido como ‘Orlando Bomba’ executado com tiros de fuzil na cabeça, tórax, e braços em frente a uma barbearia. Dois homens chegaram em uma Dodge Journey, desceram e executaram ele, que saía do local e ia em direção à sua camionete Hillux. Um outro homem em uma moto deu apoio para a execução. A polícia encontrou no local com a vítima três celulares intactos que estavam com ele, além de cheques e quantia em dinheiro. O crime aconteceu no dia 26 de novembro de 2018.

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