Porte de arma será limitado nos Fóruns após incidente entre defensor e policial

Defensor teve arma apontada para cabeça no início de abril

20 dias após um investigador apontar arma de fogo para cabeça de um defensor público durante audiência no Fórum de Bela Vista, distante 324 km de Campo Grande, a Delegacia-Geral da Polícia Civil restringiu, em portaria publicada nesta segunda-feira (15), a posse de armamentos em unidades do Poder Judiciário em Mato Grosso do Sul.

O investigador, de 58 anos, foi preso e afastado compulsoriamente do cargo, na terça-feira (2), até a finalização do inquérito policial. Ele também teve arma e distintivo apreendidos. O caso aconteceu no final de março, durante audiência de pensão alimentícia na cidade fronteiriça.

Inconformado com o acordo exposto, o policial teria se exaltado, sacado um revólver calibre 38 e, em seguida, conforme relatado em ocorrência, ameaçado o defensor de morte e engatilhado a arma. O MP-MS informou que não há denúncia formal sobre o caso, por hora, e que as investigações seguem em segredo de justiça.

Agora, segundo determinação do delegado-geral da Polícia Civil, Marcelo Vargas Lopes, o ingresso será permitido somente a agentes que não figurem como réus ou vítimas em processos de qualquer natureza, devendo apenas identificar-se e registrar-se junto às recepções dos prédios públicos.

Quando na condição de réu ou vítima, os agentes deverão acondicionar sua arma em cofre ou móvel disponibilizado na recepção, sob a responsabilidade de quem a recepcionar, até sua retirada, segundo a publicação.

Caso a recepção de Fóruns não ofereça local seguro para o armazenamento nem dispor de funcionário que se responsabilize, o diretor da unidade deverá ser contatado. Quando entregues a terceiros, a arma deverá ser desmuniciada. Escolta policial que demande utilização de armamento de maior porte, deverá ser comunicada previamente ao diretor da unidade judiciária.

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