Após fuga e transferência, presos do PCC promovem quebra-quebra em presídio paraguaio

Chefe da segurança feito refém durante motim estava cobrando propina de presos em troca de privilégios

Após um motim que acabou na fuga de membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), na última sexta-feira (6) membros da facção criminosa foram transferidos e no sábado (7) causaram um quebra-quebra na penitenciária de Itapúa no Paraguai.

Os presos que fugiram em uma BMW levando o chefe de segurança como refém foram recapturados, após o carro apresentar problemas. Entre os presos estava um brasileiro, Jackson da Silva.

Neste sábado, todos os membros do PCC foram transferidos para uma ala recém construída na penitenciária. Neste setor, eles não vão poder receber visitas, e só poderão falar com seus familiares através de um tipo de parlatório por um vidro. Os detentos ainda terão de usar um macacão laranja.

Segundo o site ABC Color, o motim que acabou em fuga na semana passada com o chefe da segurança refém seria pelo fato de os presos serem chantageados pelo chefe do setor que exigia dinheiro em troca de privilégios aos detentos. O presidente do país disse que continuará a expulsar os membros do PCC do Paraguai.

PCC

Em maio deste ano, interceptações telefônicas feitas pela polícia paraguaia revelaram que membros do PCC planejavam resgatar dois líderes da facção presos por tráfico de drogas que estão detidos na penitenciária que seria o alvo da operação.

Segundo as autoridades do Paraguai, seriam resgatados Carlos Henrique Silva Candido Tavares e Oziel Riso de Sá. As conversas de René Hofstetter, também preso que foi ‘batizado no PCC’ pelos brasileiros ainda teria revelado um plano de execução do ex-deputado Luis Felipe Villamayor, que já teve o filho assassinado em 2015. Integrantes da facção criminosa brasileira estariam se organizando para executarem o plano de assassinato do ex-deputado. René está cumprindo pena de 12 anos pelo assassinato do filho de Villamayor.

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