Acusado de estuprar meninas em Campo Grande segue foragido e fronteira recebe alerta

Caso aconteceu há seis dias

A polícia continua em buscas por José Maria Rodrigues Pereira, o ‘Faustão’, acusado de estuprar duas meninas no dia 5 deste mês em uma casa no Jardim Colorado, em Campo Grande. Além das buscas intensificadas na cidade pelo homem, polícias de outras cidades do Estado e da região de fronteira também foram alertadas.

Segundo a Polícia Civil, qualquer informação sobre o paradeiro de José pode ser informada pelo telefone 3323-2500. Ele é procurado pelo crime de estupro e já foi condenado pelo mesmo crime em 1998, porém cumpria a pena em regime semiaberto na Colônia Penal Agroindustrial da Gameleira. Ele agora é considerado foragido e evadido do sistema prisional.

A delegada responsável pelo caso Anne Karine Sanches Trevisan da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) explicou que José foi identificado por esquecer um boné com seu apelido na casa das vítimas. Ele ainda deixou várias marcas de digitais que foram identificadas e confirmadas pela Perícia papiloscópica.

José cumpria pena em regime semiaberto, portanto saía todas as manhãs para trabalhar em uma fábrica de processamento do mandioca. Na data dos fatos, a mãe saiu de casa e deixou a menina de 13 anos e o bebê de um ano sob os cuidados da irmã, que tem 16 anos. A mulher saiu e adolescente mais velha foi fechar o portão. Quando voltou, acabou abordada pelo homem que havia pulado o muro e invadido o quintal do imóvel.

O homem rendeu as meninas, entrou na casa, bebeu leite – inclusive na caixa foi identificada uma digital – e comeu bolo, sempre agindo de forma violenta e ameaçado as vítimas com uma faca. Inclusive, o homem usou várias facas da residência. Depois, encontrou uma caixa de luvas e usou um par. “Mesmo assim, ele já tinha pegado em várias facas e deixado as digitais dele”, destacou Anne Karine.

Ele então obrigou que a garota de 13 anos filmasse a irmã mais velha sendo estuprada. O agressor ainda cometeu atos libidinosos contra a vítima de 13 anos e agrediu o bebê, que estava chorando, com um tapa no rosto. Antes de fugir, trancou elas na casa e pediu para que contasse até 200, enquanto fugia.

“O celular usado para fazer a filmagem era o celular da vítima que foi roubado junto com outro telefone”, explicou a delegada. O caso foi denunciado à Polícia Civil e, durante as investigações, a polícia descobriu que ele havia deixado o boné no local e colheu registros de digitais deixadas por onde ele passou. Além disso, as meninas disseram que ele cobria o rosto com uma camiseta, assim como fazem para se proteger do sol os trabalhadores da fábrica onde ele trabalha.

A delegada representou pela prisão temporária e por mandado de busca e apreensão na casa dos suspeito, que foram cumpridos. Os policiais foram à Gameleira na tentativa de prendê-lo, mas ele fugiu. No entanto, na casa em que ele vive com a esposa, no bairro Santo Eugênio, a equipe executou o mandado e recuperou os celulares furtados, bem como um aparelho medidor de pressão arterial.

“Ele é considerado violento e de alta periculosidade”, reforçou a delegada, que divulgou foto dele a fim de que testemunhas possam ajudar a localizá-lo. José é suspeito de ter cometido outros estupros antes, nos dias 3 e 4, e não é descartado envolvimento dele em mais crimes do tipo.

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