Álibi do PCC: acusado de decapitar após tribunal do crime diz que estava roubando banco no dia

‘Piranha’ disse que depois fugiu para o Paraguai e que não estava na cidade no momento em que John foi assassinado por membros do PCC

Acusado do assassinato de John Hudson dos Santos Marques, que foi morto em um tribunal do crime do PCC (Primeiro Comando da Capital) em fevereiro deste ano, Welington Felipe dos Santos Silva, conhecido como ‘Piranha’ disse que no dia do crime estava furtando um banco em Campo Grande.

Em depoimento no seu julgamento nesta quarta-feira (11), ‘Piranha’ afirmou que estava furtando uma agência bancária do Sicredi, na Bandeirantes e que após o assalto a família emprestou dinheiro para ele fugir para o Paraguai, onde foi preso por autoridades do país e mandado para Ponta Porã.

Ele ainda contou que ficou preso no Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) por cerca de 20 dias e que foi torturado pelos policiais. Wellington negou conhecer os outros membros do PCC afirmando não ter participado do assassinato de John, e que inclusive está preso no pavilhão 6 da Máxima, que é destinado para detentos com problemas com a facção que ocupa o pavilhão 2 da penitenciária.

Mackson Ferreira dos Santos também passa por julgamento nesta quarta (11) pela morte de John. Ele também nega que tenha envolvimento com o crime afirmando ter, apenas, emprestado a casa onde a vítima ficou em cárcere até o seu julgamento e assassinato. Ele, inclusive, disse que estava fora da cidade vendendo tapetes quando o crime aconteceu.

Sete homens são acusados de sequestrar e matar John Hudson depois de submetê-lo ao ‘tribunal do crime’. São eles Gabriel Rondon da Silva, Tiago Rodrigues de Souza, Wellington Felipe dos Santos Silva, os irmãos Leonardo Caio dos Santos Costa, Mackson Ferreira dos Santos e Eloinai Oliveira Emiliano, que está foragido. Todos os réus são apontados como integrantes do PCC.

O julgamento do PCC e decapitação

John Hudson dos Santos Marques, de 27 anos, teria sido morto e decapitado pelo PCC por ter ligação com a facção rival, o Comando Vermelho e por se destacar no comércio de drogas e armas na região do Bairro Zé Pereira, em Campo Grande, local de onde ele desapareceu no dia 14 de fevereiro.

Investigação apontou que no dia em que foi sequestrado, John foi atraído por suposto cliente que teria encomendado cerca quantidade de drogas por ligação. Ao se aproximar do carro em que estava o suposto freguês, ele foi abordado por Wellington, Leonardo e Gabriel. Depois disso, ele foi levado para uma casa no Bairro Mário Covas, onde foi ‘sentenciado’ e morto.

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