Acusada de homicídio alega que matou ex-marido para se defender e é absolvida

Contou que foi agredida no dia dos fatos

Foi absolvida pelo júri popular nesta quarta-feira (20) Ivonete Bandeira Sena, de 42 anos, acusada inicialmente pelo homicídio do ex-marido, Francisco da Silva Lima. O crime aconteceu e Terenos, cidade distante 28 quilômetros de Campo Grande, em 28 de dezembro de 2014, quando o homem morreu com uma facada.

Aos jurados, Ivonete contou o mesmo fato que contou à polícia quando se apresentou, dois dias após o crime. Ela e Francisco conviveram por quase três anos, mas terminaram o relacionamento e no dia do crime estavam há aproximadamente três meses separados. No dia, eles decidiram se encontrar e tomar algumas cervejas juntos.

Ivonete, Francisco e um amigo em comum estavam na casa, quando o ex-marido começou a demonstrar ciúmes, chegando a agredir o amigo deles. Na casa também funcionava um bar e o amigo pagou pelas cervejas que consumiu. Já Francisco ficou provocando a mulher, dizendo que não pagaria e foi embora.

Algumas horas depois, Ivonete foi até a casa do ex para cobrar pelas bebidas que consumiu, quando foi agredida. O advogado Amilton Ferreira de Almeida, que atuou na defesa junto com Damares Costa Machado, contou ao Midiamax que naquele momento Ivonete foi agredida com um murro na boca. “O laudo da Perícia confirmou que o soco chegou a amolecer os dentes dela”.

Ela ainda caiu no chão e quando se levantou conseguiu pegar uma faca de serra na cozinha. Ivonete se defendeu com uma única facada no abdômen de Francisco. Ela saiu da casa gritando por ajuda e uma testemunha levou a vítima até um posto de saúde, mas Francisco não resistiu ao ferimento.

Os jurados concordaram com a versão da defesa, de que Ivonete agiu em legítima defesa naquele dia. Os primeiros quatro votos foram favoráveis, encerrando o julgamento com a liberdade de Ivonete. Ela não tinha outras passagens pela polícia e pessoas do convívio dela alegaram que não é uma pessoa violenta.

Francisco tinha passagens e também já tinha agredido a vítima outras vezes, que nunca conseguiu registrar boletim de ocorrência contra o ex-marido. “Foi tranquilo, a verdade dos fatos estava ali”, pontuou o advogado Amilton sobre o julgamento.

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