12 agentes tiveram que conter lutador que surtou dentro de presídio na Capital

Rafael Martinelli Queiroz foi condenado por matar hóspede dentro de hotel

Há quatro anos, o lutador Rafael Martinelli Queiroz tinha surto no Centro de Triagem, no Complexo Penitenciário do Jardim Noroeste, em Campo Grande, e era contido por 12 agentes penitenciários. Ele foi preso e condenado pelo homicídio do engenheiro Paulo César de Oliveira, de 48 anos, ocorrido em um hotel no centro da Capital.

A data do surto, dia 30 de agosto de 2015, era um dia de visita. No entanto, conforme relatado pela defesa à época, desde o dia anterior, um sábado, Rafael vinha apresentando comportamento inadequado. Quando surtou, começou a se debater e, mesmo algemado, batia a cabeça contra a parede, não reconhecia ninguém e falava coisas desconexas.

Quando condenado, Rafael foi julgado como semi-imputável, ou seja, não era capaz de responder completamente por todos os seus atos. Conforme noticiado à época, o réu, natural do interior de São Paulo, estava em Campo Grande para participar de um campeonato de jiu-jitsu, quando começou a brigar com a namorada no quarto de um hotel, no dia 18 de abril de 2015.

Ao ouvir o barulho nos corredores, o engenheiro abriu a porta de seu quarto para ver o que estava acontecendo, quando teve o cômodo invadido pelo lutador descontrolado. A vítima foi agredida até a morte e deixada no local. Após o crime, Rafael chegou a ir para o ginásio do Círculo Militar, onde acontecia a competição, e foi preso em flagrante por homicídio.

Em abril de 2017, Rafael foi condenado a 10 anos de prisão. No presídio, chegou a trocar agressões com Luiz Alves Martins Filho,o Nando, líder do grupo de extermínio envolvido na morte de ao menos 16 pessoas na região do Danúbio Azul. Rafael respondeu por procedimento disciplinar e pediu transferência para Araçatuba (SP). A justiça autorizou a transferência em caráter de permuta, já que a família dele mora perto de Araçatuba, na cidade Valparaíso (SP). 

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