“Sua hora chegou moleque”: matou para não morrer por causa de ‘proibidão do funk’

Vítima morreu com uma facada no peito

Foi a julgamento nesta quarta-feira (24), Flávio Rojas Vieira da Silva pelo assassinato de Marciano Bispo Fontoura, que aconteceu no dia 2 de dezembro de 2016, no Jardim Noroeste, em Campo Grande.

O crime teria acontecido após brigas por causa das músicas tocadas em volume alto por Flávio, ‘proibidão do funk’. Flávio alegou legítima defesa. Em depoimento nesta quarta (24), ele contou que Marciano teria chegado em sua residência no dia crime fazendo ameaças, “Sua hora chegou moleque”.

Segundo Flávio, a vítima teria chegado a casa dele por volta das 17 horas fazendo menção de estar armado. Houve uma discussão entre os dois na garagem da casa do autor, que evoluiu para luta corporal. Durante a briga, o técnico de instalação de redes pegou uma faca que estava na garagem e desferiu um golpe contra o peito de Marciano, que correu morrendo a poucos metros da casa.

A rixa entre autor e vítima seria por causa das músicas que eram tocadas em volume muito alto e perturbava os vizinhos, entres eles Marciano que chegou a mandar mensagens para a locatária reclamando de Flávio. A locatária prestou depoimento e disse que teria avisado o técnico do problema que estava causando, e ele teria se comprometido a ‘maneirar’ no som.

Segundo a namorada de Flávio na época, ela estava tomando banho quando ouviu a discussão entre os dois na garagem da casa do autor. Eles haviam votada pela madrugada de uma festa e dormiram até às 17 horas daquele dia. O crime aconteceu quando Flávio tirava o carro da garagem para ir visitar a mãe.

Uma adolescente foi testemunha ocular na época do crime, ela conta em sua declaração que após o crime, Flávio saiu de carro xingando sua esposa e quase atropelou Marciano que estava caído no chão agonizando. Ela narra ainda que Flávio dava festas barulhentas, regadas a bebidas e funk com letras desrespeitosas com cunho sexual, com muitos palavrões que incomodava a todos os vizinhos.

De acordo com a denúncia, o acusado teria agido por motivo fútil. Ambos eram vizinhos e acabaram por se desentender, pois o acusado ligava o som em sua residência com volume demasiadamente alto e recusava-se a diminuí-lo quando solicitado pela vítima.

 

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