Policiais civis presos durante Operação Nepsis são afastados pela Corregedoria

Valores contrabandeados passaram de R$ 1 bilhão

Os dois policiais civis presos durante a Operação Nepsis deflagrada, no dia 22 de setembro em Mato Grosso do Sul foram afastados pela Corregedoria da Polícia Civil do Estado, nesta quarta-feira (3).

O afastamento foi determinado na publicação do Diário Oficial desta quarta (3). Foram afastados Elcio Alves Costa, lotado na delegacia de Bataguassu e Gilvani da Silva Pereira, em Eldorado. As armas dos policias, como também, a carteira funcional de cada um será recolhida.

A “Operação Nepsis” foi deflagrada em cinco Estados, sendo eles: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Alagoas. Entre os presos, além dos líderes e dos “gerentes” da organização criminosa, estavam policiais da PRF, da Polícia Militar e da Polícia Civil do Estado do Mato Grosso do Sul.

A organização criminosa investigada formou um verdadeiro consórcio de grandes contrabandistas, com a criação de uma sofisticada rede de escoamento de cigarros contrabandeados do Paraguai pela fronteira do Mato Grosso do Sul, a qual se estruturava em dois pilares: um sistema logístico de características empresariais, com a participação de centenas de pessoas exercendo funções de “gerentes”, batedores, olheiros e motoristas e, ainda, a corrupção de policiais cooptados para participar do esquema criminoso.

Movimentação bilionária

Só em 2017, acredita-se que os envolvidos tenham sido responsáveis pelo encaminhamento de ao menos 1.200 (mil e duzentas) carretas carregadas com cigarros contrabandeados às regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Os valores em mercadorias contrabandeadas atingem cifras superiores a R$ 1,5 bilhão (um bilhão e meio de reais).

Mandados

Em Mato Grosso do Sul, foram cumpridos mandados contra sete policiais rodoviários federais, quatro policiais militares – dois deles já estão presos –, dois policiais civis e outros membros do grupo.

 

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