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Polícia investiga se problemas de saúde anteriores a agressão teriam causado morte de Gabrielly

Laudo deve ficar pronto em 10 dias

A Polícia Civil investiga se problemas de saúde anteriores a agressão teria causado a morte de Gabriely Ximenes, 10 anos. Ela morreu sete dias depois de ser agredida a mochiladas por colega de escola da mesma idade, na saída da escola localizada no bairro Nova Lima, em Campo Grande.

Segundo informações da delegada responsável pelo caso, Fernanda Felix, da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), a causa da morte de Gabriely foi uma tromboembolia pulmonar, ela passou por cirurgia e não resistiu, ela também estava com infecção generalizada. São aguardados os resultados do laudo médico que devem ficar prontos em 10 dias. Esses laudos devem apontar se essa infecção é de antes ou depois dela ter sido agredida pela colega de escola.

“Só as lesões sofridas não foram suficientes para o resultado morte. A conexão entre lesão e resultado morte, pode ser conclusivo, mas não determinante”, disse a delegada. Ele explicou ainda que as outras duas menores de 14 anos não participaram das agressões, estavam apenas no local.

Laudo preliminar indicou que a causa da morte foi tromboembolismo pulmonar já havia infecção generalizada, agora a perícia vai apurar se essa infecção é de sete dias ou se é anterior à data da agressão.

Ainda conforme a delegada, a briga ocorreu a 100 metros da escola, por esse motivo não houve negligência da escola.

Conforme informações do assessor de comunicação da Polícia Civil, delegado Wellington de Oliveira, a colega de Gabriely teria dado três mochiladas na vítima, que acertaram nas costas e um na perna. “Houve uma discussão sendo que as duas se xingaram na saída na escola e se agrediram”.

Caso

As meninas envolvidas são do quarto ano do ensino fundamental, que estudavam na mesma turma que Gabrielly. No dia 29 de novembro, o desentendimento teria começado dentro da escola após uma das meninas xingar a mãe da vítima. Houve discussão e uma promessa de acerto de contas no final da aula.

A briga aconteceu na saída, cerca de 100 metros distante da unidade escolar, segundo as informações fornecidas pela Secretaria Estadual de Educação (SED). O pai teria ido ao local e encontrou a filha no chão, que afirmava não sentir as pernas. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a família registrou um boletim de ocorrência.

Após passar por exames em uma Unidade de Pronto Atendimento (Upa), Gabrielly foi liberada no dia seguinte. A vítima ainda reclamava de dores na região da virilha e foi levada para o hospital novamente nesta quarta-feira (5). Após exames foi descoberto que a menina estava com um coágulo na virilha. Ela foi submetida a cirurgia, teve inúmeras paradas cardiorrespiratória e não resistiu.

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