Justiça nega liberdade de cabeleireira que matou vendedor no trânsito

Pedido foi negado pelo STJ

Pela segunda vez o pedido de liberdade da cabeleireira Joice Espindola de Castro, acusada de matar a facadas o vendedor Camilo de Freitas, no trânsito da cidade de Três Lagoas, a 338 quilômetros de Campo Grande, foi negado pela Justiça.

Desta vez o STJ (Superior Tribunal de Justiça) manteve a sentença do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul em negar o pedido de liberdade de Joice, que teve o seu primeiro pedido negado em junho deste ano, depois de ser levada para o Presídio Feminino da cidade.

A defesa da cabeleireira alega que ela tem três filhos de 11, 12 e 18 anos que dependem economicamente e psicologicamente da companhia diária da mãe. Foi feito o pedido de prisão domiciliar, que foi negado.

Segundo o site JP News, as alegações feitas do STJ para negar o pedido de liberdade são de que Joice apresenta “periculosidade elevada”.

Audiência

Foi marcada para o dia 8 de outubro a 1° audiência de instrução e julgamento do processo que envolve a cabeleireira Joice Espíndola da Silva, de 35 anos. Dez testemunhas serão ouvidas na audiência. Seis delas foram arrolados pelo MPE (Ministério Público Estadual) e as outras quatro pela defesa da ré.

O crime

O vendedor Camilo de Freitas da Silva, de 28 anos, foi morto a facadas na noite de 20 de maio, quando brigava com sua esposa no trânsito da cidade de Três Lagoas.

Camilo e a esposa discutiam quando Joice, que estava em uma camionete, acompanhada do filho adolescente, flagrou a briga e desceu para defender a vítima do vendedor.

Mãe e filho acabaram brigando com a vítima. E, em determinado momento, Joice buscou uma faca no carro e acertou um golpe no peito de Camilo, que morreu antes de ser socorrido.

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