Justiça nega pedido e adianta julgamento de pistoleiros de delegado

Julgamento acontece no início de junho

O pedido do advogado de defesa dos guarda municipal José Moreira Freires foi negado nesta quarta-feira (23) pela Justiça, que ainda adiantou o julgamento pela morte do delegado aposentado Paulo Magalhães executado em frente à escola da filha, em junho de 2013.

No pedido, o advogado teria afirmado que na data do 21 de junho estaria em viagem a Portugal não podendo fazer a defesa, mas o pedido foi negado e o julgamento marcado para o dia 8 de junho deste ano.

Os acusados pela morte de Paulo Magalhães, José Moreira Freires e Antônio Benitez Cristaldo vão a júri popular. Ainda no relato do processo, o juiz afirma que o processo já se arrasta por cinco anos, “Acresce-se que uma das reivindicações da OAB em nível de Brasil é que processos em que advogados figuram como vítimas tenham prioridade na instrução e no julgamento, evitando, portanto, retardo da prestação jurisdicional”. O delegado aposentado era advogado e professor universitário.

Em novembro de 2013, foi negado em 2ª instância o pedido de Habeas Corpus de José Moreira. Um terceiro envolvido no assassinato, Rafael Leonardo dos Santos, foi encontrado morto, carbonizado, sem a cabeça, pernas e braços. Em 2014, a Justiça deferiu sentença para que os dois fossem a Júri.

Execução

De acordo com a polícia na época, os criminosos monitoraram o delegado desde a casa dele até a escola da filha, na Rua Alagoas, e lá decidiram fazer a execução. O monitoramento teria iniciado às 7 horas e o crime aconteceu às 17 horas.

O delegado aposentado estava em seu veículo, uma Land Rover, quando foi executado a tiros de pistola dados pelo guarda municipal que estava na garupa de uma moto, pilotada por Rafael. Já Antônio fazia escolta dos dois em um carro.

Foi levantada uma hipótese, extraoficial, que o crime teria custado R$ 600 mil. O mandante do crime não foi identificado até hoje. O delegado aposentado fazia denúncias em um site de notícias.

 

 

 

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