Justiça adia julgamento de pistoleiros que mataram delegado

Defesa alegou problemas de saúde

O juiz Aluizio Pereira dos Santos da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, adiou para às 8 horas do dia 15 de agosto o julgamento de Antônio Benites Cristaldo e José Pereira Freires, acusados pela morte do delegado aposentado Paulo Magalhães. A decisão foi dada após pedido da advogada de um dos réus que alegou problemas de saúde.

A princípio o júri estava marcado para o próximo dia 21, porém, em documento anexado aos autos no dia 29 de maio, a advogada de Cristaldo solicitou o adiamento porque teria de fazer cirurgia para a colocação de uma placa na mão após acidente doméstico. Por causa da cirurgia agendada para o dia 30 de maio a defensora informou que deveria se afastar pelo menos um mês das atividades de trabalho.

No pedido, a advogada ainda pede o desmembramento do processo sob alegação de que existe conflito de defesa, no entanto este ponto não foi acatado pelo magistrado.

 

“Indefiro o pedido de desmembramento do júri, pois as defesas não são conflitantes, aliás, ambos negam a autoria do crime e não se auto acusam, salientando por oportuno que não serão deferidos a cessar os autos processuais”, afirmou o juiz.

Execução

De acordo com a polícia na época, os criminosos monitoraram o delegado desde a casa dele até a escola da filha, na Rua Alagoas, e lá decidiram fazer a execução. O monitoramento teria iniciado às 7 horas e o crime aconteceu às 17 horas.

O delegado aposentado estava em seu veículo, uma Land Rover, quando foi executado a tiros de pistola dados pelo guarda municipal que estava na garupa de uma moto, pilotada por Rafael. Já Antônio fazia escolta dos dois em um carro.

Foi levantada uma hipótese, extraoficial, que o crime teria custado R$ 600 mil. O mandante do crime não foi identificado até hoje. O delegado aposentado fazia denúncias em um site de notícias.

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