Acusado de matar por dívida de moai nega crime e aponta ‘Meio-Quilo’ como autor de crime

Tanto o réu, quanto as testemunhas disseram que 'Meio-Quilo' foi o autor do crime

Durante depoimento no Tribunal do Júri na manhã desta sexta-feira (13), Aparecido Lourenço dos Santos, negou que tenha assassinado Ivan Bispo da Silva em 1996. Tanto ele, quanto as três testemunhas arroladas pela defesa apontaram outro homem, conhecido como ‘Meio-Quilo’ como sendo o autor do crime.

Conforme depoimento, Aparecido disse que não havia participado do moai, motivo pelo qual o crime foi cometido e não tinha dívida com a vítima. “Não sei porque me acusaram”, disse ele em sua defesa.

Tanto ele quanto Ivan e o ‘Meio-Quilo’, trabalhavam na mesma empresa de mármores quando o crime ocorreu. “Eu fiquei sabendo da morte do Ivan na empresa, após ouvir comentários de que ‘Meio-Quilo’ teria matado o Ivan e fugido”, disse.

As três testemunhas que foram arroladas pela defesa do réu, também disseram em seus depoimentos que ficaram sabendo do crime através de comentários na empresa em que trabalhavam, elas disseram que sabiam que o motivo teria sido uma dívida de moai e que o homem identificado apenas como ‘Meio-Quilo’, pois nenhum deles soube informar seu nome, seria o autor. Após o crime, segundo as testemunhas, ‘Meio-Quilo’ não voltou mais a trabalhar.

De acordo com o Ministério Público, Ivan e um irmão dele foram até a casa do ‘Meio-Quilo’ e lá a vítima cobrou a dívida de R$ 210, nesse momento, o autor teria ido até o interior de sua residência, pegado uma arma e dado dois tiros, que atingiram o peito e o antebraço da vítima.

Ainda conforme o Ministério Público, só no ano de 2000, quatro anos após o crime, foram levados à polícia, fotos pequenas em preto e branco, dos 14 trabalhadores da empresa à época, para que o irmão da vítima, que viu ‘Meio-Quilo’ apenas no dia do crime, fizesse o reconhecimento do autor. “O Estado falhou nas investigações desse crime”, acrescenta a promotora Mariana Gomes. O irmão da vítima, que seria peça chave para apontar o autor do crime, faleceu em 2002.

Em 2009, o processo havia sido arquivado já que não encontrava Aparecido que era procurado pela polícia. Já em 2016, o Tribunal de Justiça determinou o júri popular a Aparecido.

Crime

O motivo para o assassinato seria uma dívida de um moai no valor de R$210. No dia do crime, que ocorreu em 22 de dezembro de 1996, a vítima teria ido até casa do autor na companhia de seu irmão para fazer a cobrança.

Ao chegar a residência, Ivan foi recebido a tiros morrendo no local. Aparecido só foi preso em 2015, sendo levado para uma cela da Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos).

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