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Um mês após pedido de prisão, suspeito de estupros segue foragido

Polícia não tem pistas de onde esteja Tom Brasil 

Um mês depois de ter prisão preventiva decretada, continua foragido o professor de dança Ewerton Cesar Ferriol, conhecido como Tom Brasil.  coreógrafo é suspeito de estuprar sete bailarinas que faziam parte de seu corpo de balé.

 

Enquanto a polícia não o localiza, Tom aguarda recurso protocolado por sua defesa no TJ-MS (Tribunal de Justiça), que tenta reverter pedido de prisão contra ele. O mesmo requerimento já foi negado em primeira instância no último dia 26,  pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminal de Campo Grande.

 

De acordo com a delegada da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) que cuida do caso, Marilia de Brito Martins, que cuida do caso, informações sobre o possível paradeiro do professor têm chegado à polícia, mas até o momento nada de concreto.

 

“Acreditamos que ele não vai se entregar e por isso, continuamos com as diligências para encontrá-lo. Denúncias chegam até nós, mas até o momento nada que seja verdadeiro”, explica.

 

A prisão preventiva contra Tom Brasil foi determinada há um mês, no dia 10 de outubro. Antes disso, no dia 1º de setembro, o professor de dança teve a determinação de indiciamento por estupro. O inquérito investiga o crime praticado contra adolescente no ano de 2015, mas registrado somente em setembro de 2016.

Os abusos

De acordo com as vítimas, os abusos aconteciam sempre da mesma forma, com o professor marcando ensaios a sós com a vítima. Uma das alunas do professor, de 25 anos, conta que era bolsista em sua escola de dança e que os abusos só teriam parado nos últimos 3 anos que passou na companhia, quando foram entrando novas integrantes, que se tornariam ‘novos alvos’.

Segundo ela, geralmente as meninas que ganhavam bolsa para estudar na escola passavam a enfrentar algum tipo de assédio. “Sempre começava da mesma forma. Depois de conhecer a sua rotina, ele marcava um tipo de treinamento a sós, momento em que começam as investidas”, diz.

Uma das vítimas do professor teria sido sua ex-cunhada, que teria sido agredida fisicamente com puxões de cabelo, tapas, além de ser obrigada a participar de sessões de sexo a três.

A primeira ocorrência registrada contra o professor aconteceu em setembro de 2016, quando a mãe de uma adolescente de 16 aos procurou a delegacia de polícia, após a filha contar ter sido abusada sexualmente pelo professor durante uma das aulas.

Ele teria levado a garota para o piso superior do local o de estava acontecendo a aula, e em uma sala escura, a segurado com força pelo braço e a estuprado. Outro boletim de ocorrência foi feito em 2017 por outra adolescente.

Denúncia em rede social
 

Uma bailarina de Campo Grande, que atualmente mora no Distrito Federal, usou as redes sociais, para denunciar que teria sofrido abusos por parte do coreógrafo e dono de uma companhia de dança da Capital.

Ela afirmou no depoimento que se não mantivesse relações sexuais com ele era cortada das apresentações. A jovem diz que ainda que era obrigada manter as relações sem o uso de preservativo e que com isso, contraiu DSTs (Doença Sexualmente Transmissível).

“Iniciei como bolsista na academia dele em 2010. Fiz parte da companhia, dancei em shows, programa de TV e qualquer outra coisa que surgisse. Saí em janeiro de 2013 quando me mudei para Brasília para fazer faculdade. Nesses dois anos fui abusada sexual, profissional, financeira, moral e psicologicamente. Eu e muitas outras meninas que passaram pelos seus ‘ensinamentos’”, diz a postagem.

A dançarina afirmou em seu post que ao contar para o coreógrafo que havia contraído DST e que suspeitava de gravidez, foi humilhada e chamada de prostituta, por várias vezes. Ela ainda diz que o professor de dança teria pedido o dinheiro do cachê pago por um bar aos bailarinos, pois a companhia estava em dificuldades financeiras. Depois disso, a jovem diz não ter mais recebido o dinheiro pelo trabalho.

Sobre fazer a denúncia anos após ter deixado o grupo de dança, ela explica que “Eu não queria ter demorado tanto a falar sobre isso, mas ainda é muito difícil. A culpa e o medo que cerca esse meu discurso as vezes pesa mais do que a vontade de falar e sanar injustiças. São poucas pessoas que sabem dessa história e hoje eu quero que todo mundo fique sabendo. Ainda com medo, ainda com vergonha”.

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