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Suspeito faz revelação e mergulhadores retomam buscas por Kauan

Militares usam bote inflável para seguir trecho de 7 a 8 km

Com novas informações reveladas pelo suspeito de matar o menino Kauan Andrade, 9 anos, seis militares do Corpo de Bombeiros retornaram ao Córrego Anhanduí, na tarde desta segunda-feira (24), na altura da ponte localizada na Rua Barnabé Onório. A procura pelo corpo da criança chegou ao 4º dia e até o momento,cerca de 13 quilômetros do córrego já foram vistoriados pelos militares .

Quase um mês após o crime, o corpo da vítima ainda não foi encontrado. As buscas começaram na tarde de sexta-feira (21), se estenderam por sábado (22), domingo (23). Na manhã desta segunda-feira (24) os militares haviam voltado ao cruzamento das avenidas Thirson de Almeida e Campestre, na altura do bairro Coophavila II, e percorreram cerca de 2 quilômetros nas margens do córrego, mas nada foi encontrado.

As equipes então fizeram uma pausa nas buscas enquanto aguardavam novas coordenadas. Segundo o tenente Vinicius Barbosa do Corpo de Bombeiros, o delegado Paulo Sérgio Lauretto acionou novamente a equipe, depois que o suspeito revelou informações sobre o local onde o corpo teria sido jogado.

“Ele teria afirmado que jogou o corpo entre a primeira ponte, onde as buscas ocorreram na sexta-feira, e a segunda que é a do Pênfigo, porém, mais precisamente na segunda, por isso a equipe retomou neste ponto”, disse.

Com o uso do bote inflável, os mergulhadores fizeram buscas nos pontos de profundidade. As equipes devem descer da Ponte do Pênfigo e seguiram adiante no sentido Imburussu. Somente na tarde desta segunda-feira o trecho percorrido pelos militares ultrapassou os 9 quilômetros.

Família acompanha

Uma das tias de Kauan, Irene Andrade, de 42 anos, duas irmãs, duas primas e um cunhado acompanham as buscas. “A mãe dele ainda está na delegacia, mas deve passar por aqui. Nossa família está destruída, nós queremos justiça, para que ele não faça isso com outras crianças”, disse Irene.

Nova equipe do Corpo de Bombeiros deve retomar as buscas pelo menino Kauan nesta teça-feira.

Entenda

Kauan desapareceu da casa da família, no Aero Rancho, no dia 25 de junho. O menino cuidava carros na região quando foi visto pela última vez. A família registrou boletim de ocorrência e as investigações foram realizadas pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Foram mais de 20 dias sem notícias até o último sábado (22), quando o caso foi esclarecido.

Durante as investigações do desaparecimento, um adolescente de 14 anos acabou apreendido por envolvimento no crime. Ele relatou à polícia que atraiu Kauan na noite do dia 25 de junho para a casa do suposto pedófilo. A criança teria falecido enquanto era violentada.

Com Kauan inconsciente, não se sabe ainda se desmaiado ou já sem vida, os suspeitos colocaram o corpo do menino em saco plástico e ‘desovaram’ no Córrego Anhanduí, por volta da 1 hora do dia 26 de junho.

O pedófilo suspeito de matar Kauan nega as acusações, mas de acordo com o delegado Paulo Sérgio Lauretto, o depoimento do adolescente e os fatos já confirmados pela perícia, na casa do revendedor de celulares, não deixam dúvidas da autoria.

Na casa do homem, que também já teria dado aulas de português em uma escola da região sul de Campo Grande, a polícia encontrou sangue na cama, no chão e no porta-malas do carro, além de material pornográfico no computado. Dois dos filmes apreendidos mostravam cenas com o próprio suspeito.

Sobre o local onde o corpo foi deixado, segundo a autoridade policial, o adolescente apresentou contradição. Ele afirma que entrou no carro do pedófilo, com o corpo no porta-malas, mas que não desceu do veículo para jogar o corpo. O criminoso teria ido sozinho às margens do córrego e permanecido por aproximadamente 30 minutos.

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