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Segurança atira contra público e mata adolescente após festa na Capital

Homem fugiu após os disparos

Um adolescente de 17 anos, identificado como Luiz da Silva Souza Júnior, morreu por volta das 2h30, deste sábado (10) ao ser baleado no pescoço após uma briga que teria começado no Chácara da República, que fica na Rua da Divisão, no Jardim Monte Alegre, em Campo Grande. O tiro teria sido disparado pelo segurança que prestava serviços no local.

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil foi acionada e no local obteve informações de que o primeiro disparo ocorreu durante uma confusão no local. Na tentativa de espalhar a multidão, o segurança teria atirado para o alto, mas a ação provocou mais tumulto no local.

Uma testemunha de 17 anos disse à polícia que os participantes da festividade passaram a correr em direção à saída, momento em que o segurança, que seria policial, fez o segundo disparo, desta vez em direção ao público.

Luiz Júnior foi atingido no pescoço e morreu na esquina das ruas da Divisão com Eva Peron. O projétil foi localizado embaixo do corpo. Ainda conforme a testemunha, o segurança teria fugido em um veículo Golf ou Fox. O portão do Clube já estava fechado e com a luz apagada quando a Polícia Civil chegou e nenhum proprietário foi encontrado.

O corpo estava ao lado de fora do estabelecimento. E ainda não há informações de câmeras de monitoramento na região. Júnior era o caçula de três irmãos e não portava documentos no momento do fato, o reconhecimento foi feito pela irmã. Abalada e com a saúde debilitada, a mãe da vítima passa por hemodiálise há cinco anos e prefere manter silêncio. O fato será investigado como homicídio simples.

Proprietário nega

Proprietário do estabelecimento, Lucimar Mota nega que a briga ou os disparos tenham acontecido dentro do seu estabelecimento. “Nada no relato passado bate. A festa terminou bem antes das 2h30, porque estava muito frio. Minha equipe de segurança é de uma empresa terceirizada, que não trabalha com nenhum tipo de arma de fogo”, esclareceu. 

Lucimar diz ainda que não conhece nenhum segurança que seria policial e que a briga teria acontecido na esquina da Rua da Divisão com Eva Peron. “As evidências do crime estão todas lá. Quem relatou que foi dentro do estabelecimento está tentando me prejudicar”, argumentou. 

Matéria editada às 11h20 para acréscimo de informações. 

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